Cresce a sensação de que o Brasil está ficando para trás na corrida pelo desenvolvimento, enriquecimento e melhoria da qualidade de vida. Segundo o articulista, o País perde posições em rankings internacionais relacionados à renda, ambiente de negócios, segurança jurídica, inovação, educação, produtividade e infraestrutura. Ao abordar a infraestrutura de transportes, Morel relembra que as principais obras rodoviárias brasileiras foram realizadas entre as décadas de 1930 e 1970, como a BR-116, Via Dutra, BR-101, Ponte Rio-Niterói e Belém-Brasília. Essas obras impulsionaram o crescimento econômico e foram financiadas pela União. O autor afirma que a infraestrutura é responsabilidade do Estado, destacando seu papel no desenvolvimento econômico e social, especialmente em portos, aeroportos, energia, saneamento e rodovias. Segundo ele, os acessos terrestres aos portos brasileiros sofrem há mais de 50 anos com falta de investimentos, elevando custos logísticos e prejudicando cidades portuárias, principalmente na Baixada Santista e em Santa Catarina. Morel critica a ideia de transferir grandes obras de infraestrutura para a iniciativa privada. Ele argumenta que esses investimentos possuem "custos afundados", ou seja, dificilmente são recuperados diretamente pela exploração comercial, tornando necessária a participação do Estado. O articulista defende que, nos próximos meses, o setor portuário apresentará aos candidatos ao Executivo propostas para retomar obras de infraestrutura de acesso aos portos brasileiros e eliminar custos logísticos evitáveis. Frase de destaque "O País que gasta R\$ 60 bilhões em emendas parlamentares tem capacidade de alocar R\$ 8 bilhões para a construção da terceira via da Rodovia dos Imigrantes." *Caio Morel. Diretor-executivo da Associação Brasileira dos Terminais de Contêineres (Abratec)