O PCS de São Sebastião nasce da forma correta. Pensa grande e começa pequeno (Divulgação/Semil) O Brasil acaba de virar uma página histórica na governança colaborativa de comunidades portuárias com a entrada em operação do primeiro Port Community System (PCS), que respeita todos os conceitos internacionais para esse tipo de solução organizacional e tecnológica. O responsável por essa façanha é o Porto de São Sebastião, no Litoral Norte de São Paulo, onde a Autoridade Portuária entendeu seu papel estratégico como liderança neutra da comunidade, chamou os órgãos públicos e o setor privado para conversar e deixou claro que, para esse assunto, não participaria como autoridade controladora e fiscalizadora, mas como um membro da comunidade. Um membro diferenciado, que topou fazer o investimento inicial na plataforma tecnológica em prol do desenvolvimento da sua comunidade e da melhoria da eficiência geral das operações em seu território e entorno. O Porto de São Sebastião entendeu que o PCS não é um sistema tecnológico de prateleira, que se compra pronto no mercado, a preço de ouro. É, sim, um sistema organizacional de uma comunidade unida por um propósito comum, que prioriza, em primeiro lugar, a governança coletiva de dados e processos e que até tem um sistema informatizado no final, mas que essa parte é commodity. Tanto é commodity que foi a própria área de Tecnologia da Informação (TI) do Porto que desenvolveu a plataforma tecnológica para suportar os processos e as regras de governança democraticamente discutidas. E para coroar essa iniciativa e oficializar o primeiro PCS do Brasil, foi publicada no último dia 29 de julho a Portaria-015/2026-Dirpre, que dispõe sobre a criação do Comitê Consultivo do Port Community System e aprova seu regimento interno. Esse PCS otimiza todos os processos do Porto? Claro que não! Nenhum PCS no mundo nasce completo. Ele já inclui toda a comunidade interessada? Também não, mas possui as portas abertas para a adesão voluntária de qualquer interessado. O PCS de São Sebastião nasce da forma correta. Pensa grande e começa pequeno. Respeita as melhores práticas e conceitos mundiais e, com isso, vai longe! Com certeza vai virar a referência nacional. Vai colocar o Brasil no mapa do Banco Mundial, quando essa instituição fizer um novo diagnóstico global para mapear a maturidade dos PCS no mundo, já que no diagnóstico realizado em 2024, que analisou 897 portos em 201 países e territórios, ficamos totalmente zerados. Parabéns à alta gestão do Porto de São Sebastião, na figura de seu presidente, Alexandre Ernesto Corrêa Sampaio, que entendeu essa prioridade e apoiou o projeto. Parabéns à equipe técnica, liderada pelo competente Leonel Mendes, que conduziu a articulação dos processos e o desenvolvimento da plataforma tecnológica. Que esse movimento sirva de exemplo e que brevemente não tenhamos mais nos portos brasileiros dados transitando de forma duplicada e com validações manuais, com um aumento significativo da eficiência e redução do Custo Brasil. Frase O PCS de São Sebastião nasce da forma correta. Pensa grande e começa pequeno. Respeita as melhores práticas e conceitos mundiais e, com isso, vai longe! Vai virar a referência nacional.