[[legacy_image_254217]] As entidades de classe e o associativismo são essenciais para integrar empresas e profissionais de uma mesma área e defender interesses comuns, reforçando um conceito que todos deveriam atentar: o poder da conectividade. A importante reflexão sobre o papel destas entidades, sobretudo o de seus executivos, na busca pelo bom relacionamento e agenda única dos grupos organizados que lá se reúnem, se faz cada vez mais premente em um cenário onde a oferta de informações e as novas tecnologias se apresentam vorazes por mudanças do status quo. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! As entidades oferecem uma rede de conectividade entre executivos de empresas e outras associações de classe com a missão de assumir o papel de vetor na proposição de ações conjuntas pela troca de experiências, compartilhamento de informações e resolução de problemas. O objetivo será sempre a busca da parceria em benefício de interesses comuns de determinada categoria. Nessa conjuntura, quero hoje particularmente falar sobre o agenciamento marítimo brasileiro, justamente no período em que Santos, por intermédio do Sindicato das Agências Marítimas do Estado de São Paulo (Sindamar), recebe assembleia de nossa Federação das Agências de Navegação Marítima (Fenamar), congregando seus 14 sindicatos espalhados de Norte a Sul do País. O conceito de conectividade, principalmente em nossa comunidade marítima, se reforça a partir do advento tecnológico da internet, com a troca de informações e dados por meio de uma rede, no qual podemos operacionalizar os mesmos. São diversos sistemas e plataformas, cujos bancos de dados têm origem nos esforços e capital intelectual deste profissional que cuida de todos os navios em nossos portos. Entretanto, quando nos organizamos institucionalmente, por meio de elos de entidades parceiras, quando empresas e pessoas de um mesmo grupo econômico se reúnem para agregar experiências e informações, neste caso por intermédio dos sindicatos patronais, auxiliando na área jurídica, na área operacional e econômica, perante as autoridades e diversos stakeholders em diversas frentes, é quando utilizamos todo o poderio deste conceito de conectividade no sentido mais amplo. O papel do sindicato patronal é fundamental para as empresas de seu setor, pois a falta de representação nas discussões de determinada classe econômica as coloca em desvantagem. Isso porque questões apresentadas pela entidade sindical, que podem ser levadas ao âmbito federativo, com muito mais representatividade, ganham muito mais destaque e atenção das autoridades. O sindicato patronal também pode, sozinho ou em conjunto com outros sindicatos de sua categoria, devidamente suportados por sua federação, propor projetos de leis que beneficiem a classe. Além disto, pode ser fonte de informações estratégicas e cruciais sobre o mercado. Os agentes marítimos brasileiros possuem 14 sindicatos filiados à Fenamar, que está filiada à Confederação Nacional do Transporte (CNT). Aqui, os elos e o poder da conectividade ganham força. A CNT é a representação máxima do transporte brasileiro, reunindo 27 federações, cinco sindicatos nacionais e tem como principais objetivos defender os interesses do setor, produzindo informação e conhecimento e realizando projetos voltados a apoiar a gestão dos negócios e o desenvolvimento da atividade transportadora no País. Ao longo das últimas décadas, além de articular e apoiar seus afiliados perante os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, a CNT elaborou e divulgou mais de 400 estudos, pesquisas e análises temáticas com o intuito de subsidiar as políticas públicas, as ações e os planos de governo necessários para elevar a eficiência do transporte e a competitividade do Brasil no cenário mundial. Em 2022, a CNT entregou a todos os candidatos seu plano de infraestrutura e transporte. Apesar do agente marítimo ser um ente essencial que comanda e operacionaliza todos os movimentos dos navios em nossos portos, sabemos que somos mais um pequeno elo da cadeia de logística de suprimentos do comércio nacional e internacional e, como outras categorias econômicas, entendemos a importância da representatividade, que deve ser organizada pelas entidades de classe, também em cadeia, com o imperativo advento dos sindicatos, filiados a uma federação e eventualmente suportados por uma confederação. Reunir, agregar e conectar através das entidades de classe com intuito de buscar pelo bem comum para o crescimento de todos.