[[legacy_image_2995]] Modernizar a educação não é somente comprar aparelhos modernos, lousa digital, pintar as paredes da escola colorida e pensar em tecnologia como prioridade. Precisamos modernizar a educação com novos conhecimentos das ciências do homem. Observo pais e educadores vivendo um grande desafio, vivendo muitas reviravoltas em seus pensamentos, parecendo não saber o que é certo e o que é errado. Forçados a utilizar uma prática com conhecimentos incompletos, submetendo seus filhos ao seu juízo particular com a adoção de qualquer novo modismo como remédio definitivo para todos os males da educação. Atualizar-se com relação aos progressos nas ciências humanas não é tão simples assim. Muitos pais partem em busca de especialistas para norteá-los na escolha da melhor educação para seus filhos. São inúmeras e acessíveis as informações sobre os rumos da educação. Livros, revistas, artigos divulgados na mídia. É farto o material que, não raras vezes, vira assunto de discussão nos grupos de mães no WhatsApp. Alerto para a seguinte reflexão: as ciências humanas são algo complexo, e muitas das pesquisas que chegam ao conhecimento da população leiga na área pedagógica são realizadas em países cuja realidade econômica e social divergem da nossa, ficando ainda por conta dos especialistas a sua aplicação à nossa realidade. Quero contribuir para a atualização dos pais com relação a certos conhecimentos sobre desenvolvimento da aprendizagem, apontando razões para o sucesso de uns e o fracasso de outros. Hoje, minha abordagem é no sentido de que os pais ensinem seus filhos a pensar e não repetir mecanicamente os passos de um determinado método de ensino, que os pais estimulem seus filhos a novas descobertas, proponham questões e saibam esperar que a criança descubra soluções. Aqui está a fórmula para o pai ensinar seu filho aprender a pensar. Penso eu que isso vem antes das aprendizagens desenvolvidas na escola. O modo como a criança é estimulada a aprender em casa é concebido e encarado como influência básica para a realização do aprendiz saudável. Ao fazer uma revisão do modelo tradicional da educação, verificamos que o conhecimento era tratado basicamente como se fosse um conteúdo, os alunos têm que aprender o que “está nos livros”, têm que aprender “a matéria” etc. Esta noção de aprendizado não corresponde aos fatos demonstrados. Sempre participamos ativamente da construção de nossas ideias. O conhecimento de uma criança é uma representação mental, este conhecimento antecede o conhecimento que se encontra nos livros. O aprender deve ser um convite à exploração e à descoberta, ao invés de memorização de informações técnicas. Temos que começar onde a criança se encontra, para que ela consiga explodir para o aprendizado com vontade. Para convencer o leitor da viabilidade das mudanças propostas, convido-os a refletir sobre o aprendizado. É verdade que aprendemos do primeiro dia de vida até o último dia de vida. Somos seres em constante evolução.