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Bebê de Praia Grande torturado até ter costelas quebradas era agredido desde dezembro, diz polícia

Criança está internada enquanto se recupera das lesões. Duas pessoas foram presas.

Por: Alexandre Lopes  -  08/03/21  -  13:22
Atualizado em 08/03/21 - 13:41
Criança foi brutalmente agredida em Praia Grande. Foto ilustrativa.
Criança foi brutalmente agredida em Praia Grande. Foto ilustrativa.   Foto: Edmundo Gomide/UFTM

A história do casal que foi preso em flagrante por torturar um bebê de apenas seis meses em Praia Grande, no litoral de São Paulo, causou revolta em toda a região. O caso, porém, poderia ter sido minimizado se as autoridades tivessem dado a devida atenção, já que a primeira denúncia havia ocorrido em janeiro.


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A mãe da menina tentou enganar as autoridades ao alegar que a criança havia caído, mas não convenceu uma médica, que rapidamente identificou as agressões e chamou um conselheiro tutelar. A criança estava com seis fraturas na costela e uma na clavícula.


Segundo a Polícia Civil, os suspeitos foram presos em flagrante por terem sido localizados logo após submeterem a vítima a um intenso sofrimento físico. Em janeiro, porém, uma familiar já havia denunciado as agressões e um boletim de ocorrência havia sido feito na Delegacia da Mulher da cidade. O caso ainda estava sendo apurado, já que as agressões ocorriam desde dezembro.


Na primeira denúncia, a mãe tentou afirmar que as marcas no corpo da criança seriam uma reação alérgica por conta da vacina. Apesar das orientações, porém, a mulher não quis levar a criança ao médico temendo que descobrissem a situação. A parente decidiu levar a bebê para atendimento e descobriu que ela era constantemente espancada.


O destino da bebê ainda é incerto. De acordo com a Polícia Civil, a menina, que segue internada recebendo atendimento médico, deverá receber alta e caberá ao Ministério Público e ao poder Judiciário decidir para onde ela será encaminhada. A defesa do casal não foi encontrada para comentar o assunto.


Este artigo é de responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a linha editorial e ideológica do Grupo Tribuna. As empresas que formam o Grupo Tribuna não se responsabilizam e nem podem ser responsabilizadas pelos artigos publicados neste espaço.
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