[[legacy_image_205694]] Quis o destino que Elizabeth II nos deixasse exatamente no ano do seu tão aguardado e celebrado Jubileu de Platina. Nascida Elizabeth Alexandra Mary no dia 21 de abril de 1926, a monarca mais longeva da história do Reino Unido e de mais catorze estados independentes da Commonwealth celebrou, em 2022, os 70 anos como chefe da comunidade britânica. Há quatro meses, ainda em maio, tive a oportunidade de ver, in loco, toda a preparação da população e das autoridades para essas festividades. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A questão da monarquia ainda é muito levada a sério no Reino Unido, principalmente entre os mais velhos. Grande parte da nova geração, porém, parece não se importar muito com a família real, o que coloca um grande desafio à frente do novo rei, agora Charles III, que não é muito conhecido pelo seu carisma. Quem andou por Londres em 2022 deu de cara, por todos os lados, com referências ao Jubileu de Elizabeth II. Ruas decoradas, placas comemorativas, celebrações públicas e privadas e, claro, uma enxurrada de produtos em referência a uma das datas mais importantes da história recente do Reino Unido. Nos atos oficiais, porém, a rainha pouco deus as caras já por conta de sua saúde debilitada. Apesar do carinho dos britânicos por sua antiga rainha, é bastante improvável que esse sentimento seja passado para Charles III. Em alguns pontos do Reino Unidos, e também em membros da Commonwealth, a insatisfação com a coroa é explícita. Em junho, por exemplo, a Jamaica iniciou o processo de rompimento com a monarquia. Ao final dessa reforma constitucional, o país caribenho poderá se tornar uma república e deixar de ter Charles III como rei. Na Inglaterra, porém, a situação é bastante diferente. A monarquia é, de fato, um pilar fundamental para o bom desempenho do turismo do País. Elizabeth II teve, no passado, um papel fundamental na política mundial. Mais recentemente, porém, viu sua influência diminuir e o termo Rainha da Inglaterra ser adotado de forma pejorativa para se referir a alguém que ocupa um cargo de destaque, mas sem nenhum poder absoluto de fato. Toda a atenção da imprensa, e também da população mundial, estará voltada, nos próximos dias, ao Reino Unido. Estamos, de fato, vivendo um momento histórico com o adeus a uma das últimas realmente grandes personalidades da história mundial. Pessoas do mundo inteiro, inclusive aqui da Baixada Santista, já estão de malas prontas para acompanhar as últimas homenagens a Elizabeth II diretamente de Londres. Paralelamente aos rituais que se aproximam, é importante observarmos o comportamento geopolítico e dos próprios britânicos. Charles III, o eterno príncipe, terá muito trabalho para não deixar a monarquia ruir sem a mais famosa rainha da história.