[[legacy_image_72399]] O mundo vai acabar. E isso é um fato irrefutável. É fato, também, que não sabemos como ou quando. Como amante de ficção científica, principalmente do gênero pós-apocalíptico, já imaginei diversas formas possíveis de um colapso do planeta. E essa mania, de fato, não é só minha. De acordo com o 'Relógio do Apocalipse', criado por cientistas há 73 anos, faltam 100 segundos para o mundo acabar. Obviamente, essa não é uma conta literal. Mesmo assim, o mundo pode acabar antes de eu terminar esse texto. Um asteroide desenfreado, chegando sem aviso prévio, pode dizimar a humanidade. Donald Trump, cansado das ameaças do Irã e dos desafios da Coreia do Norte, pode apertar o famoso botão da Casa Branca e lançar dezenas de bombas de hidrogênio desencadeando uma guerra nuclear capaz de destruir o planeta em menos de cinco minutos. Ou, até mesmo, um vírus mortal, tipo esse que surgiu na China há pouco, se espalhar e dizimar a humanidade. O que temos, de fato, é que os ponteiros do relógio do apocalipse, bastante conhecido na internet e que serve como pauta para jornais do mundo inteiro, foram ajustados nesta quinta-feira (23) e, agora, marcam 100 segundos para meia-noite. Em toda a história do relógio, é o mais perto que o planeta chegou da destruição total. Isso quer dizer que perdemos 20 segundos, já que o relógio, na última marcação, apontava dois minutos para a meia-noite. [[legacy_image_72400]] Desta vez, os cientistas apontam para o sério risco de uma guerra nuclear e, principalmente, questões ligadas ao meio ambiente e, também, às mudanças climáticas. De acordo com os especialistas, o Brasil está diretamente ligado ao fim do mundo por conta das queimadas que atingiram a região Amazônica nos últimos meses. "Encaramos agora uma emergência real. Um estado inaceitável para o mundo que elimina qualquer margem para erro ou para mais atrasos", disse Rachel Bronson, chefe do boletim de cientistas atômicos. O documento divulgado acusou o Brasil de dar uma resposta insuficiente para um clima cada vez mais ameaçado e, também, criticou os Estados Unidos. "No ano passado, alguns países agiram para combater as mudanças climáticas enquanto outros, incluindo os Estados Unidos, que deixaram o Acordo de Paris, e o Brasil, que desmantelou políticas de proteção à floresta amazônica, deram vários passos para trás". Para conhecer todos os detalhes do projeto e ver, em gráficos, como, segundo os cientistas, nos aproximamos do fim, basta acessar o site do Bulletin of the Atomic Scientists clicando aqui. Confira o tempo que faltava em anos diferentes da humanidade: 1947 - 7 minutos 1949 - 3 minutos 1953 - 2 minutos 1960 - 7 minutos 1963 - 12 minutos 1968 - 7 minutos 1969 - 10 minutos 1972 - 12 minutos 1974 - 9 minutos 1980 - 7 minutos 1981 - 4 minutos 1984 - 3 minutos 1988 - 6 minutos 1990 - 10 minutos 1991 - 17 minutos 1995 - 14 minutos 1998 - 9 minutos 2002 - 7 minutos 2007 - 5 minutos 2010 - 6 minutos 2012 - 5 minutos 2015 - 3 minutos 2017 - 2,5 minutos 2018 - 2 minutos 2020 - 100 segundos