Avião pousou em Los Angeles '16 horas antes' de ter decolado de Hong Kong (Reprodução) Um voo comercial protagonizou uma 'viagem no tempo' ao decolar em 2025 e pousar antes mesmo do ano novo. A aeronave Boeing CPA880, pertencente à companhia aérea Cathay Pacific, partiu do Aeroporto Internacional de Hong Kong exatamente às 0h38 (horário local) de 1º de janeiro de 2025 e aterrissou em Los Angeles, nos Estados Unidos, por volta das 19h58 do dia 31 de dezembro de 2024, graças à diferença de 16 horas entre os fusos das duas cidades. Como é possível 'voltar' no tempo? Embora pareça história de ficção científica, a explicação para o 'efeito viagem no tempo' está nos fusos horários. Hong Kong, uma região administrativa especial da China, está adiantada em relação a Los Angeles. Assim, mesmo com as comemorações de Réveillon já encerradas na Ásia, ainda faltavam algumas horas para o ano novo na Califórnia. Durante o trajeto através do Oceano Pacífico, o Boeing cruza diversas faixas de fusos e, ao se aproximar do destino, o relógio é ajustado em quase 16 horas para trás. Esse fenômeno, frequente em voos que ligam a Ásia às Américas, desperta curiosidade porque, na prática, os passageiros 'ganham' tempo. Eles deixam um lugar em 2025 e desembarcam em outro ainda em 2024, o que pode resultar em uma estranha sensação de “rebobinar” o calendário. Dados do voo CPA880 Companhia aérea: Cathay Pacific Aeronave: Boeing CPA880 Partida: Aeroporto Internacional de Hong Kong, 1º de janeiro de 2025, às 0h38 Chegada: Los Angeles, 31 de dezembro de 2024, às 19h58 (horário local) Diferença de fuso horário: Aproximadamente 16 horas Mesmo não sendo o voo mais longo disponível no mercado, a rota entre Hong Kong e Los Angeles costuma demorar entre 12 e 14 horas de voo. No entanto, por atravessar diversas regiões do globo, o ajuste de relógio resulta nessa curiosa “inversão” de ano. Por dentro do fenômeno dos fusos horários Para entender melhor como isso ocorre, é preciso lembrar que a Terra é dividida em 24 fusos horários, cada um representando, em média, uma diferença de uma hora em relação ao fuso adjacente. Hong Kong segue, em geral, o horário GMT+8, enquanto Los Angeles adota o fuso GMT-8 (variando conforme o horário de verão nos EUA). Quando é meia-noite em Hong Kong, ainda são 8h da manhã do dia anterior em Los Angeles, o que permite esse salto temporal. É essencial também destacar que, em algumas rotas transpacificas, as aeronaves cruzam a chamada Linha Internacional de Data (LID), que marca a mudança oficial de data. Na prática, isso faz com que o dia “avançado” ou “recuado” mude de acordo com a direção da viagem. Curiosidades e impactos para os passageiros Festejar o Réveillon duas vezes? Em alguns casos, é possível comemorar a virada do ano no destino e, posteriormente, vivenciá-la novamente durante uma escala em outro fuso, ou vice-versa. Jet lag intensificado Com tanta diferença de horário, os passageiros podem sofrer efeitos mais fortes de jet lag, precisando de um período de adaptação maior. Documentação e registro de datas Quem viaja em voos transcontinentais precisa estar atento às datas registradas em documentos de imigração, pois o dia de partida pode não coincidir com o dia de chegada. Turismo e experiência única A sensação de “voltar” ou “avançar” no tempo atrai entusiastas que buscam experiências de viagem fora do comum, muitas vezes documentando cada etapa para compartilhar em redes sociais. Conclusão O voo CPA880 da Cathay Pacific exemplifica uma das experiências mais curiosas proporcionadas pelos fusos horários. Deixar Hong Kong em 2025 e pousar em Los Angeles em 2024 parece magia ou ciência de ponta, mas é, na verdade, fruto de convenções de hora local e da rotação da Terra. Essa é mais uma prova de que, em um planeta globalizado, até o tempo pode nos pregar surpresas – ou, quem sabe, nos oferecer a chance de 'ganhar' algumas preciosas horas a mais.