[[legacy_image_[[legacy_image_73437]]]] Em ascensão como meio de transporte alternativo, as bicicletas destacam-se sobre os demais meios de transporte pela praticidade, baixo custo e, nos últimos meses, sensação de imunidade, enquanto o coletivo atualmente tornou-se sinônimo de risco por conta da pandemia do novo coronavírus. Assine o Portal A Tribuna agora mesmo e ganhe Globoplay grátis e dezenas de descontos Com a crise pandêmica da Covid-19, as vendas de bikes no Brasil aumentaram 118% entre junho e julho deste ano. Os dados foram compilados pela Associação Brasileira do Setor de Bicicletas (Aliança Bike) em pesquisa com os mais de 40 importadores, distribuidores e lojistas associados. Só em São Vicente, o cálculo é de que haja mais de 180 mil bicicletas, segundo o presidente da Associação Brasileira de Ciclistas, Jessé Felix. O número equivale a quase metade da população municipal, estimada em 368 mil habitantes pelo IBGE. O grupo, de acordo com Jessé, é composto em maioria por trabalhadores e jovens estudantes. “São pessoas que não querem depender do transporte público e, muitas vezes, trocam o combustível por pedaladas. A bicicleta funciona como algo barato, mais saudável e rápido”. Na contramão do alto volume de ciclistas na cidade, as ciclovias (pistas isoladas para o modal) e ciclofaixas (trecho sinalizado dentro das vias para automóveis) de São Vicente abrangem apenas 9,1 quilômetros dos quase 149 mil km² de área municipal. Mais agravante, segundo Jessé, é o fato de que as vias não se interligam, fazendo com que o ciclista precise dividir espaço com carros e ônibus pela maior parte da viagem. “A única que permite percurso ininterrupto em via exclusiva é da divisa da praia (com Santos) até a entrada da Imigrantes, pela Linha Amarela. As demais, pela praia do Gonzaguinha, região dos Barreiros... simplesmente levam de nada a lugar nenhum. Qualquer desvio que o ciclista precise fazer, ele é obrigado a voltar para as vias regulares de automóveis”. Na região do Centro, o presidente da ABC lembra a retirada da ciclofaixa da Avenida Frei Gaspar para estacionamento de carros. “O Centro é um perigo. Depois dizem que o ciclista não respeita. Se não respeitasse mesmo, iria pela calçada”. Expansão As obras em andamento nas avenidas Antônio Emmerick e Monteiro Lobato agregam à cidade mais 3,6 quilômetros de vias especiais para bicicletas. Segundo a Prefeitura, o Plano Cicloviário Vicentino prevê projeto para 22,8 quilômetros de ciclovias na Área Insular e 17,1 quilômetros na Área Continental, totalizando 39,9 quilômetros no futuro. Com a entrega do trecho Antônio Emmerick, os ciclistas da cidade terão acesso também à ciclovia de Santos pela Zona Noroeste. Já a obra da Avenida Monteiro Lobato inclui total revitalização da pista, com limpeza urbana, saneamento, asfalto, calçadas e ciclovia. As ciclovias existentes na Área Insular do Município estão na orla (Praia do Itararé e Praia do Gonzaguinha) e ao longo do trecho do VLT, compreendido entre a Praia do Itararé e a Estação Barreiros do VLT. Esta malha garante a ligação de São Vicente à malha cicloviária de Santos. Na Área Continental, há uma ciclovia ao longo da Avenida Irmã Dolores, recentemente duplicada. Na região dos Barreiros, a Prefeitura ressalta que a entrega da Ponte Jornal A Tribuna promoverá a interligação do acesso Jardim Rio Branco - Área Insular. Sobre a retirada de árvores para expansão da malha cicloviária, a Prefeitura afirma que a cada uma árvore retirada, outras 25 serão replantadas, segundo exige Código Florestal.