[[legacy_image_73878]] Com 55.049 munícipes acima de 60 anos aptos a votar em 2020, Praia Grande é a terceira cidade da Baixada Santista com o maior número de eleitores idosos, atrás de São Vicente (55.055 idosos) e Santos (101.122). Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Assine A Tribuna agora mesmo por R\$ 1,90 e ganheGloboplaygrátis e dezenas de descontos! Entre os idosos da cidade, uma das principais preocupações está relacionada à área da saúde. Mais agilidade no atendimento e maior oferta de medicamentos nas unidades da rede pública de saúde do município estão entre as reivindicações de moradores de Praia Grande, que pedem que a atenção à saúde do idoso esteja entre as prioridades da gestão que assumirá a cidade a partir de 2021. “Tudo demora muito. Já até agendei exames, mas, pela demora, acabei esquecendo o dia e perdi o exame. Tem exames que demoram até um ano”, conta a artesã Maria Creulia de Campos, de 65 anos, que está entre os moradores de Praia Grande que recorrem ao Sistema Único de Saúde (SUS). Moradora do bairro Canto do Forte, Maria Creulia conta que costuma procurar atendimento médico somente em casos de extrema necessidade, devido à demora na rede pública de saúde do município, tanto no Hospital Irmã Dulce como em Unidades de Saúde da Família (Usafas) e no Centro de Especialidades Médicas, Ambulatorial e Social (Cemas). “Eu tinha marcado uma endoscopia que demorou tanto que eu até esqueci. Isso aconteceu duas vezes, aí desisti de voltar no posto. Eu me viro em casa mesmo. Com o pouco conhecimento que tenho, acabo me medicando por conta própria”. A artesã conta que precisou de um oftalmologista recentemente e, para não ter de esperar tanto, decidiu pagar uma consulta. “Eu acabei passando em um particular, o mais barato que eu consegui, porque meus óculos tinham quebrado e eu não poderia esperar seis ou 10 meses”. Ela diz que espera que a próxima gestão do município priorize o cuidado com a saúde do idoso, possibilitando mais rapidez na marcação de consultas e no recebimento de resultados de exames. “Também precisamos de funcionários nos postos de saúde mais atenciosos com os pacientes”, comenta. ‘Deveria ter um atendimento melhor’ “É um caso sério. Quem fica velho tem que chamar muito por Deus para Deus abençoar, porque se for depender da saúde do postinho, é difícil”, diz a dona de casa Gedalva Almeida Santos, de 74 anos, que costuma frequentar a Usafa do Boqueirão. “Eu acho que a gente deveria ter um atendimento melhor. Chega na farmácia do postinho não tem remédio, a gente volta. Vai de novo, não tem”, lamenta. Portadora de diabetes do tipo 1, ela diz que depende da rede pública de saúde para tratar a doença. “Eu acho que eu teria um convênio se tivesse condições, porque pagar uma consulta não posso. Tem que economizar o máximo que pode para não passar fome”. A idosa, que diz que não irá votar este ano por conta da idade, pede que os futuros eleitos deem mais atenção à área da saúde na cidade. “Quando é para ganhar, [os políticos] fazem tantas benfeitorias. Depois, acho que esquecem da gente. Espero que o que ganhar seja um bom prefeito para todo mundo e, também, para todos os velhinhos que precisam”. Contraponto “Na minha opinião, o SUS em Praia Grande é ótimo. Em todos os meus procedimentos médicos eu sou bem atendida, não tenho nenhum tipo de reclamação. Só agradecer”, diz a aposentada Adélia Santana da Silva, de 64 anos. Mesmo sendo do grupo de risco do novo coronavírus, a aposentada diz que irá às urnas este ano. “Tenho uma sugestão para o povo, para ter mais paciência e agradecer mais. É o que está faltando. Porque isso que nós temos em Praia Grande não tem em lugar nenhum”, reforça.