[[legacy_image_74094]] No último domingo (27), foi dada a largada à corrida eleitoral municipal 2020. Agora, oficialmente, candidatos e partidos podem explicitar suas campanhas lutando pela atenção dos moradores. Este ano, nem mesmo o comportamento mais caseiro do eleitor mediante a pandemia e a possibilidade de campanha pelas redes sociais, desestimularam a procura pelo aluguel de espaços comerciais. “É tradição, não adianta”, explica a corretora de imóveis Lucienne Valente, de São Vicente. “Os políticos querem os espaço físico, transmitir essa imagem de estar à disposição do eleitor para bater um papo, ouvir os problemas da cidade. O interesse pelo aluguel comercial ainda é alto”. Assine A Tribuna agora mesmo por R\$ 1,90 e ganhe Globoplay grátis e dezenas de descontos! Entre seus clientes, Lucienne estima aumento de 30% nos contratos a cada ano de eleições municipais. “É um curto período, né? Normalmente, uns 90 dias. Alguns nos procuram com mais antecedência, já tentam deixar tudo encaminhado... Vão pintando o imóvel com as cores do partido, mas identificar mesmo com nome de candidato só pode quando libera a campanha. E ali se torna um mural para eles. Já que as regras de outdoors e cartazes são bem restritas”, justifica. A empresária, há 18 anos no setor, calcula o valor médio mensal do aluguel entre R\$ 2.500,00 e R\$ 3.500,00, dependendo da localização e tamanho. “Aqui na cidade, por exemplo, pontos bastante disputados são nas proximidades da Rua Jacob Emmerick ou da Avenida Capitão Mor Aguiar, entre o Centro e o Parque Bitaru. Isso pela proximidade com a Câmara Municipal, Fórum e a feira livre de domingo. Fica um ponto estratégico para interagir com a população”. Outros pontos requisitados na área insular, segundo Lucienne, ficam nas avenidas Presidente Wilson e Antônio Emmerick. “O morador que conhece bem a cidade acaba reparando esses pontos chave, que já abrigaram farmácias de bairro, pequenas padarias, material de construção ou limpeza e agora viram comitês. É bem curioso”. Localização relacionada ao público Também do setor imobiliário, o empresário vicentino Wilson Barbosa lembra a relação do local escolhido com o público que o candidato deseja atingir. “Principalmente quando falamos de vereadores, eles já são ativos cada um em seu determinado bairro. Não há motivos para o candidato deixar a periferia, por exemplo, onde todo mundo está com ele e mudar seu comitê para uma área nobre tentando conquistar novo eleitorado”. Há 33 anos atuando na cidade, Wilson já observou todo tipo de comportamento e repara curiosidades sobre os momentos de campanha municipal. “Já teve até candidato que estava tão seguro de sua vitória que montou dois comitês”, lembra. “Esses pontos nas grandes avenidas, onde passam muitos carros, ônibus, pedestres são cobiçados. O aluguel pode chegar a até R\$7 mil por mês”.