[[legacy_image_5615]] A Educação é um dos pilares para o fomento da sociedade, como bem resumia o educador e filósofo pernambucano Paulo Freire (1921-1997). Um grande desafio dos gestores públicos é oferecer acesso ao ensino gratuito e de qualidade, em especial aos moradores de comunidade periféricas – que, geralmente, são os mais negligenciados. Em Cubatão, o norte do próximo chefe do Executivo será conciliar a arrecadação elevada com qualidade nos indicadores educacionais. Assine A Tribuna agora mesmo por R\$ 1,90 e ganheGloboplaygrátis e dezenas de descontos! Melhorias das salas de aulas, aquisição de materiais didáticos de qualidade, valorização e investimentos na capacitação do professor, são alguns dos pontos destacados por eleitores cubatenses para que o próximo prefeito da cidade possa focar. Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) resumem o tamanho do déficit educacional. Conforme o órgão, mais da metade do cubatense apto a comparecer às urnas tem baixa escolaridade. São 49.359 (52%) dos eleitores sem formação do ensino médio, fundamental ou não alfabetizados. No total 6.823 (6,8%), pessoas são analfabetas ou apenas sabem ler e escrever. Outras mais de 42 mil pessoas não têm o ensino médio completo ou o fundamental segundo dados do TSE. Mesmo assim, cerca de 44.299 cubatenses eleitores têm formação no ensino médio ou superior completo e incompleto. Do qual apenas pouco mais de 8% têm formação superior. Educadores e profissionais do setor afirmam que há uma correlação entre a renda e a baixa formação educacional. Conforme o perfil demográfico brasileiro, as pessoas com alta renda têm mais acesso aos bancos escolares; já aqueles de menor poder aquisitivo tendem a se afastar de uma formação completa. Essa característica nacional também se aplicaao eleitorado de Cubatão. Rafael Moreira, professor universitário e especialista de Ciências Políticas, explica que as pessoas de mais baixa renda tendem a depender mais de serviços públicos. “Não conseguem uma escola privada ou plano de saúde, dependendo da rede pública e do SUS. O próximo candidato tem que demonstrar a importância dos serviços públicos para a cidade e os cidadãos”, diz o cientista político. Segundo o especialista, a educação será um diferencial nas estratégias de campanha dos pleiteantes ao executivo cubatense. O próximo gestor terá a missão de elevar os índices educacionais e investir nas melhorias da gestão educacional para gerar oportunidades aos moradores da Cidade.