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Sábado

16 de Novembro de 2019

Restaurada, Igreja da Pampulha reabre em Belo Horizonte

Fachada da Igreja e passeios da calçada portuguesa foram recuperados

Com investimentos de R$ 1,07 milhão do Governo Federal, por meio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a Igreja de São Francisco de Assis, no Conjunto Moderno da Pampulha, reabriu suas portas.

Primeira no Brasil construída nos padrões da arquitetura moderna, a Igrejinha da Pampulha, como é popularmente conhecida, foi projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer.

A reforma incluiu a revitalização de piso, revestimentos, pinturas, impermeabilização e recuperação de elementos danificados. Houve ainda a remoção do forro da nave, instalação de telhas e calhas, revisão da instalação elétrica e reformados sanitários.

A obra foi executada pela Prefeitura de Belo Horizonte e pelo Centro de Conservação e Restauração de Bens Culturais da Universidade Federal de Minas Gerais. A empresa responsável pela reforma foi a Tecnibras.

Construído entre 1942 e 1943, o imóvel só foi entregue ao culto religioso mais de 15 anos depois, no final da década de 1950. Isso ocorreu devido à recusa de Dom Cabral, primeiro arcebispo de Belo Horizonte, em consagrar a Igreja enquanto casa de Deus, em razão de suas formas modernas, que contrariavam os padrões comumente utilizados em templos religiosos da época.

Projetada por Oscar Niemeyer, a Igreja é reconhecida como Patrimônio Cultural Brasileiro desde 1947. Ela está inserida no Conjunto Moderno da Pampulha, reconhecido como Patrimônio Mundial desde 2016.

A convite do arquiteto modernista, importantes artistas colaboraram com a construção do templo: Cândido Portinari, nos painéis e pinturas; Alfredo Ceschiatti, nas esculturas; Paulo Werneck, nos painéis de arte abstrata em pastilhas e Roberto Burle Marx, no paisagismo do entorno.

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