EDIÇÃO DIGITAL

Domingo

9 de Agosto de 2020

Novo normal nos hotéis tem exigido rigor com os hóspedes

Apesar das regras impostas pela pandemia, muitas pessoas ainda resistem a segui-las

O chamado novo normal é a expressão do momento no muddo e caracteriza uma série de novos hábitos que todos precisam ter em relação ao cotidiano. No setor hoteleiro não é diferente. Porém, ainda há aqueles hóspedes que resistem a tomar certos cuidados essenciais à sua saúde e à dos demais. 

Esta, inclusive, é uma das dificuldades que a equipe do Hotel Park Inn by Radisson, em Santos, está tendo de enfrentar nessa reabertura, uma vez que a Cidade está na fase amarela do Plano São Paulo.

O hotel já está atendendo ao turismo corporativo desde 1º de julho e o de lazer desde o dia 15 último. Para tanto, teve de se adaptar à nova realidade, com todos os cuidados.

Assim, os padrões de limpeza e higiene, que já eram rotina no hotel, foram reforçados, seguindo os procedimentos oficiais recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), assim como os protocolos internacionais da Rede Atlantica e Radisson, bandeiras hoteleiras às quais pertence.

Por isso, hóspedes e colaboradores têm temperaturas monitoradas diariamente, todas as malas ao entrar no hotel passam por desinfecção, os balcões e elevadores estão com proteção, enquanto as chaves dos apartamentos são entregues devidamente higienizadas.

Refeições

A nova rotina ainda inclui mudanças na hora das refeições. Aqueles que estavam acostumados a descer para tomar seu café da manhã, almoço ou jantar no restaurante do hotel, agora têm de comer no próprio quarto e tudo com material descartável. Futuramente, o bufê do restaurante deve ser liberado, mas com tudo embalado. Será o chamado Grab and Go.

“Também estamos usando sistema de comunicação eletrônico. O hóspede, ao chegar no hotel, recebe todos os novos procedimentos via celular”, explica o gerente geral, Denilson Althmann. “O cardápio do nosso restaurante, por exemplo, que antes estava disponível nos quartos, agora pode ser solicitado via WhatsApp ou o hóspede pode vir até a recepção e ter acesso via QRCode”. 

O uso da academia também só é possível com agendamento e uma pessoa por vez. “Assim que o hóspede se retira, nossa equipe de limpeza faz a desinfecção dos aparelhos utilizados. Somente meia hora após o uso é que uma nova pessoa poderá frequentar esse ambiente”, diz Althmann. “O uso da piscina também está restrito a seis pessoas, no máximo, e ficamos monitorando a questão de distanciamento entre elas”.

As medidas, segundo o gerente, são preventivas e de segurança para os dois lados: o do colaborador que presta o serviço no hotel e o do cliente, que precisa estar tranquilo ao se hospedar.

“Toda nossa equipe passou por treinamentos especiais sobre esse novo normal, e pedimos sempre a todos os hóspedes que também respeitem as regras. Agora é um momento de compreensão em relação às modificações. Com elas podemos proporcionar maior segurança a todos os envolvidos”, frisa o gerente, ao comentar que nem todos os hóspedes aceitam bem as novas regras.

Segundo ele, muitos ainda questionam o fato de não poderem se servir à vontade no bufê, por exemplo. “Nós montamos kits fartos, com dois tipos de pães, suco, frios. É o suficiente”, conta o gerente, que tem procurado ratificar a importância de todos fazerem a sua parte, sob o risco da Cidade retroceder de fase e ninguém mais poder viajar novamente para cá.

A equipe também tem tido de contornar a resistência quanto ao uso de máscara nas dependências do hotel, inclusive na piscina. “É obrigatório, não tem jeito. Imagina se chega uma família no local e vê que as pessoas estão sem máscara, vai voltar para trás. É a segurança de todos que está em jogo”.

Tudo sobre: