[[legacy_image_83946]] Antes famosa por suas belas e requintadas obras produzidas em cerâmica e, posteriormente, por suas produções de lavandas, agora Cunha vem sendo descoberta pelos amantes da natureza. A estância climática no Vale do Paraíba, a 290km de Santos, é repleta de cachoeiras e tem um “mar de montanhas” com paisagens cinematográficas. As cachoeiras e a Pedra da Macela são alguns dos principais atrativos turísticos. O acesso até a Pedra da Macela é no km 66 da rodovia Cunha–Paraty. Após cinco quilômetros chega-se à porteira que dá acesso à caminhada até o pico. São mais dois quilômetros de subida íngreme, a pé, em estrada asfaltada. Após chegar ao pico de 1.840m de altitude, a sensação é de que cada passo valeu a pena, pois é possível contemplar a bela paisagem de onde se avista Paraty, a baía da Ilha Grande e parte de Angra dos Reis. A guia turística local Águida Ferraz, registrada no Cadastur e habilitada para acompanhamento em trilhas, city tour, roteiros gastronômicos, ecológicos e rurais, pode ser contata para o passeio na Pedra da Macela e outros atrativos de Cunha por meio do telefone (12) 99652-3582. Cachoeiras Em uma área de 10 mil2, cercada por 53 eucaliptos que medem entre 40m a 50m de altura, o Canto das Cachoeiras é um complexo turístico e gastronômico que possui seis quedas d’água claras e cristalinas, propícias para um banho revigorante. Localizado a cerca de 20 minutos do centro e a 10 minutos do Lavandário, possui várias trilhas de fácil acesso que levam às pequenas cachoeiras, que formam verdadeiras piscinas. O lugar possui infraestrutura segura e boa sinalização. Se bater a fome, um quiosque na entrada das cachoeiras vende bebidas, lanches, porções e sorvetes. Mas se a fome for ainda maior, aproveite para saborear o cardápio do bistrô, que funciona das 12h às 15h. Já a Cachoeira do Pimenta é umas das mais bonitas e visitadas pelos turistas aos finais de semana e feriados. Possui um desnível de 70 metros e é formada por várias quedas que podem ser avistadas da estrada de acesso. As várias piscinas naturais formadas entre as pedras a tornam uma boa opção para banho. No alto da queda situa-se a barragem onde é captada a água que abastece a cidade. No passado, as águas movimentavam as turbinas da usina que gerava a energia elétrica. O local foi transformado em Mirante Ambiental e Museu da Energia. Além disso, há uma trilha que leva até a cachoeira e à antiga usina hidrelétrica. O acesso à Cachoeira do Pimenta é mais fácil pela Estrada do Monjolo. São dois quilômetros asfaltados e mais 10km em estrada de terra em condições razoáveis, mas a paisagem pelo caminho vale uma parada para apreciar e tirar muitas fotos. Até a estrada vira atração Cercado por quatro serras (do Mar, Bocaina, Mantiqueira e Quebra-Cangalha), Cunha ainda é cortada pela Estrada Real e também é famosa por possuir uma das mais belas estradas do País, Cunha-Paraty, que se inicia no lado fluminense a partir da rodovia Rio-Santos. A viagem é um atrativo à parte. Os primeiros sete quilômetros são marcados por pequenas subidas, descidas e trechos planos. A partir daí, as subidas tornam-se mais constantes, até atingir 1.450m de altitude, na divisa dos municípios. Ao longo do percurso, passa-se próximo às cachoeiras do Desterro, do Pimenta e do Mato Limpo. Para quem segue viagem a pé, a cavalo e de bike há várias opções de hospedagem até a divisa dos municípios. Para quem vai descer a serra, a sugestão é parar próximo ao segundo marco do km 38 da Estrada Real, à esquerda, onde há um pequeno mirante natural e de onde se avista a bela baía de Paraty. Próximo ao km 41, a sugestão é sair da estrada à esquerda e conhecer a Cachoeira da Pedra Branca. No marco 208, há outro ponto que pode valer uma parada: a Igreja da Penha, onde está instalado um totem da Estrada Real. Este ponto também dá acesso à trilha do Caminho do Ouro. Para percorrê-la, é necessário contratar um guia. O final do trecho é plano até o centro histórico de Paraty. O último marco da Estrada Real está ao lado do Chafariz do Pedreira. No Brasil colonial, era pela atual Rua Presidente Pedreira que os tropeiros e viajantes partiam a caminho das Minas Gerais e chegavam para seguir em direção a Lisboa. Lavanda Os ateliês de cerâmica fizeram a fama de Cunha, colocando-a no roteiro turístico nacional. Além de visitas às diversas espécies de plantações de lavanda, O Lavandário realiza pesquisas, cultivo da planta e ervas aromáticas, destilação de óleos essenciais e desenvolvimento de produtos com óleos e plantas. A visitação custa R\$ 15,00 por pessoa e maiores de 60 anos pagam R\$ 7,00. Crianças até 12 anos não pagam. Durante a pandemia, O Lavandário está funcionando de quinta a domingo, a partir das 10h, e funciona até o por do sol. Já no Contemplário, a entrada é gratuita e, além de lavandas, também são cultivadas outras espécies de plantas, como alecrim, capim limão, citronela e diversas plantas aromáticas. Olival Se a ordem é realizar experiências em meio à natureza, vale uma visita ao O Olival, uma produtora artesanal de azeites. O turista é recepcionado pelas oliveiras ao som de música clássica. Caminhar entre as plantações ouvindo Bach, Beethoven, Mozart, Verdi, Schubert é uma experiência diferente. As oliveiras “ouvem” as músicas pois a vibração sonora carrega energia. Parte-se do pressuposto de que a música organizada pode entrar em ressonância com frequências de oscilação natural das folhas, afetando o estado energético das clorofilas, aumentando, consequentemente, a fotossíntese. O Olival também possui um restaurante em um ambiente envidraçado que valoriza a paisagem externa. Ateliê [[legacy_image_83947]] Após aprender sozinha a tocar toda uma produção de porcelana, a artista Érica Cassinha resolveu expor suas obras em um ateliê próprio próximo à entrada de Cunha. Em uma só fornada, produz cerca de 450 peças, entre pratos, vasos, cuias, jarras, potes, panelas, canecas, açucareiros, queijeiras e objetos de decoração, após 30 dias de produção. Érica largou o serviço social para se dedicar à produção há cerca de três anos. Mas nem só de cerâmica vivem os ateliês cunhenses. O Lápis-lazúli é especializado na produção de jóias artesanais, utilizando esmeraldas, lápis-lazúli, pérolas, turmalinas, pratas e até couros. A proprietária Ilza Ferraz, com 23 anos de profissão e 14 à frente do ateliê, diz que algumas peças, que são únicas, levam até seis meses para serem produzidas.