[[legacy_image_115618]] Autorizações, negociações e assuntos sobre gestão de relacionamento lideram as queixas de usuários contra planos de saúde registradas no Procon Santos. De acordo com o coordenador do órgão, Ronaldo Ferreira Silva, desde o início da pandemia, as reclamações mudaram de foco. Antes, o valor do reajuste anual era alvo da maioria das queixas contra as operadoras. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A mudança reflete o período da pandemia da covid-19, quando o relacionamento entre usuário e prestadoras de serviço ficou mais em evidência. Ferreira aponta que, no período pré-pandemia, as reclamações eram concentradas no reajuste anual, aplicado muitas vezes em valor abusivo pelas operadoras. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) vetou qualquer aumento nas tarifas ao longo de 2020 por conta da crise econômica gerada pelo coronavírus. "No entanto, o bloqueio do reajuste teve como consequência a alta do valor este ano, voltando a gerar reclamações”, reforça Ronaldo Ferreira. De acordo com o coordenador do Procon Santos, entre janeiro e o início de outubro, 41 reclamações contra planos de saúde foram registradas na unidade. O mesmo número foi registrado ao longo dos 12 meses do ano passado, e em 2019, período antes da pandemia, foram 112 registros contra as operadoras. Essas queixas têm temas variados, mas estão relacionadas apenas ao gerenciamento de relacionamento. Por essa razão, Ferreira enfatiza que os consumidores precisam ter muita atenção no momento de contratar ou renovar o plano de saúde. "Muitos pontos relevantes do contrato podem passar despercebidos pelos usuários, ocasionando obrigações que, com o decorrer do tempo, são desproporcionais aos consumidores" Como escolherA economista Célia Rodrigues Ribeiro afirma que o grande problema de não ter plano de saúde é depender 100% da rede pública. Ela explica que o primeiro critério para o usuário deve ser o valor que ele pretende gastar com um plano, porque há vários tipos de cobertura. "O ideal é começar pela básica, já que os custos de um dia de internação, ou alguma consulta no mês, podem superar o valor das mensalidades do plano". Os custos variam muito, principalmente se o plano incluir crianças em idades diferentes. Já nos que incluem apenas adultos, o ideal é cada um ter seu plano individual, de acordo com as características e necessidades. Célia afirma que, para famílias grandes, contar com um seguro saúde é mais vantajoso do que contratar um plano para cada membro. "No Brasil, não há muita cultura de seguro saúde, mas como economista, acredito que ele atenderia melhor pessoas de classe média e classe média alta". O valor depende de vários fatores, como cobertura e faixa etária. De acordo com a Agência Nacional de Saúde Suplementar, o preço médio desse serviço é de R\$ 600,00. Com o seguro saúde, o usuário tem liberdade para escolher os médicos, hospitais e laboratórios, e o reembolso com os gastos é válido em todo o País. O limite do valor a ser restituído dependerá do tipo de produto contratado e só é pago quando o beneficiário utilizar os serviços. Já o plano de saúde é pago mensalmente, mesmo sem utilizar os serviços médicos, e a assistência é prestada por profissionais e estabelecimentos credenciados pela operadora. * Reportagem feita como parte do projeto Laboratório de Notícias A Tribuna - UniSantos sob supervisão da professora Lidiane Diniz e do diretor de Conteúdo do Grupo Tribuna, Alexandre Lopes.