[[legacy_image_109581]] A Fortaleza de Santo Amaro da Barra, monumento construído no século 16 em Guarujá, ganhará novo píer e atracadouro para receber turistas e visitantes. O arquiteto e professor César Bargo, coordenador do projeto, anunciou que o imóvel está em reforma, como parte de uma iniciativa que pretende tornar a fortificação um patrimônio histórico mundial. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! O processo começou em 2015 e há outras 19 construções listadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Por isso, iniciativas voltadas à revitalização vêm sendo desenvolvidas para aumentar as chances da fortaleza. Os recursos para a realização dos projetos são provenientes de multas ambientais aplicadas pelo Ministério Público Federal. A acessibilidade é um dos principais problemas dessas construções antigas. Bargo afirma que o projeto para reforma do atracadouro seria a solução. Outra questão importante para a decisão do Iphan é o sentimento de pertencimento que a comunidade tem com a região. “A demonstração de apoio da população local é fundamental para o processo ser bem-sucedido”, afirma. O professor explica que o prazo final para a decisão do International Scientific Committee on Fortifications and Military Heritage (Icofort), responsável pela análise das condições para se tornar um patrimônio pela Unesco, vai até 2025. Segundo ele, serão avaliados seis aspectos: utilidade, acessibilidade, visibilidade, sustentabilidade, pertencimento e autenticidade. Outra etapa tem a ver com os remanescentes do fortim da Praia do Góes. Seria uma restauração fiel das ruínas e partes que foram quebradas recentemente. Durante a procura dessas ruínas, alguns pedaços foram encontrados no mar, como pedras que pesam 300 quilos e que estão sendo içadas do fundo para compor o projeto A fortaleza ficou abandonada até o tombamento, em 1964. As outras 19 construções, também tombadas e indicadas pelo Iphan, possuem em comum o fato de terem sido importantes para a delimitação da costa brasileira. Se uma delas não for aprovada pelo Icofort para se tornar patrimônio histórico pela Unesco, nenhuma das outras será. * Reportagem feita como parte do projeto Laboratório de Notícias A Tribuna - UniSantos sob supervisão do professor Paulo Bornsen e do diretor de Conteúdo do Grupo Tribuna, Alexandre Lopes.