[[legacy_image_119391]] A psoríase é uma doença incurável, autoimune, inflamatória, não contagiosa da pele e que atinge cinco milhões de brasileiros, acometendo homens e mulheres de todas as faixas etárias. Ocorre quando o próprio sistema de defesa do corpo começa a atacar as células dermatológicas, causando lesões. Mas, em meio a tantos contratempos, há esperança: com acompanhamento médico, é possível fazer um tratamento e amenizar os sintomas. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! De acordo com a dermatologista Natália Venturelli, as pessoas podem ter as articulações prejudicadas, com dores e até mesmo sofrerem deformidades. A doença ocorre com uma inflamação causada por uma predisposição genética, junto com o fator ambiental, comportamental e o histórico familiar, este último presente em 30% dos pacientes, segundo a médica. Os primeiros sintomas são apresentados por lesões avermelhadas, com descamação na sua superfície gerando muita coceira e estão presentes em 90% dos casos. Os locais mais frequentes são couro cabeludo, cotovelos, joelhos, glúteo, mãos e pés, mas pode ocorrer em qualquer lugar do corpo. A dermatologista Ingrid Vendramini explica que o tratamento varia de acordo com a área de extensão da lesão e com o impacto que a doença traz à qualidade de vida do paciente. Deve sempre ser prescrito por especialistas. Natália acrescenta que a ação da equipe médica vai depender da gravidade da lesão: leve, média ou grave. "Os casos mais leves são tratados apenas com pomadas e cremes, aliados à hidratação da pele. É o suficiente para controlar a doença. Nos casos moderados e graves, usamos tratamentos sistêmicos que podem ser feitos com comprimidos, injeções e, atualmente, os imunobiológicos". Há fatores que podem agravar a doença, como obesidade, estresse, histórico familiar, medicações como anti-inflamatórios, consumo de álcool, tabagismo, infecções de garganta e ouvido. "É muito importante nos casos de psoríase fazer uma alimentação balanceada, controlar o peso e realizar atividade física para melhor controle", explica Natália. Para as pessoas que sofrem com a doença, Natália explica que “a psoríase não tem cura, mas tem tratamento que garante a melhora total ou quase total do paciente. Outra informação importante é que a doença não é contagiosa e é muito importante que a população saiba disso para a melhora psicológica do paciente e que ele não se sinta excluído ou discriminado". Ingrid recomenda que, no aparecimento dos primeiros sintomas, a pessoa procure por atendimento médico especializado. "Apesar da psoríase ser uma doença crônica, a dica que dou aos pacientes é ir a um médico dermatologista para chegar ao diagnóstico, que na maioria das vezes é clínico, e iniciar o tratamento, evitando o agravamento da doença". * Reportagem feita como parte do projeto Laboratório de Notícias A Tribuna - UniSantos sob supervisão do professor Paulo Bornsen e do diretor de Conteúdo do Grupo Tribuna, Alexandre Lopes.