Motorista sem habilitação postou vídeo bebendo horas antes de atropelar e matar soldado da PM (Reprodução/Redes Sociais) Ruan Malavasi Gois, de 32 anos, suspeito de dirigir alcoolizado, atropelar e matar a policial militar Bruna Magalhães Jurasky, de 36 anos, recebeu um alvará de soltura na última sexta-feira (6) e deixou o Centro de Detenção Provisória de São Vicente. Ele estava preso desde o dia 18 de agosto, quando a prisão em flagrante do motorista foi transformada em preventiva durante a audiência de custódia realizada pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP). Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo a Secretaria da Administração Penitenciária, Gois deve cumprir uma série de medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica. Além disso, o TJ-SP lista também comparecimento mensal em juízo para informar e justificar suas atividades, proibição de frequentar festas e estabelecimentos onde há bebidas alcoólicas, entre outros. A reportagem de A Tribuna tentou contato com a defesa do acusado, que responde por embriaguez ao volante e homicídio culposo, quando não há intenção de matar. O caso aconteceu na madrugada de sábado, 17 de agosto, por volta das 4h30, no km 286 da Rodovia Padre Manoel da Nóbrega, na altura de São Vicente. Horas antes do atropelamento, Gois postou um vídeo ingerindo bebida alcoólica nas redes sociais. Nas imagens obtidas por A Tribuna, ele está diante de uma mesa com diversas garrafas e, em certo momento, aparece o carro que ele dirigia quando atropelou a PM, que estava de moto. Em depoimento à polícia, ele negou estar alcoolizado. Bruna tinha 36 anos e, segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), estava a caminho do 21º Batalhão de Polícia Militar do Interior (21º BPM/I), onde trabalhava, quando foi atingida pelo carro do motorista que vinha pela contramão. Gois foi preso em flagrante por embriaguez ao volante e homicídio culposo. Além de estar embriagado, ele não possui carteira de habilitação. O que diz a defesa? Fabio Hypolitto, advogado de defesa de Gois, enviou uma nota para A Tribuna em que afirma que após análise detalhada dos autos concluiu-se como o crime supostamente cometido foi tipificado na modalidade culposa, ou seja, sem intenção, a prisão preventiva não é aplicável, conforme os princípios legais estabelecidos para crimes dessa natureza. A defesa ainda ressaltou que Gois continua a responder o processo, só que agora em liberdade, sendo monitorado através da tornozeleira eletrônica, conforme as normas legais vigentes. "A defesa adotou as medidas cabíveis para garantir o devido andamento do caso e a futura aplicação da lei adjetiva penal , na proporção estabelecida no código penal", finaliza o texto.