[[legacy_image_209823]] Mais de cem veículos à disposição do público e a troca de informações para aqueles que querem se aventurar e colecionar carros marcaram o quarto encontro promovido no sábado (24) pelo Clube dos Automóveis Antigos de Santos, no Jardim Botânico Chico Mendes, no Bom Retiro. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O presidente do clube, João Antônio Rechtenwald, de 74 anos, afirma que a dica para os que estão começando e pretendem ter um carro antigo é sempre buscar consultoria. “O próprio clube pode ser consultado, nós tiramos dúvidas, e o apaixonado por carros será mais bem orientado”, diz. Ele explica aos que estão iniciando que, a depender do carro procurado — pois há muitos modelos com grande procura no Brasil, como Fusca e Kombi —, é indicado comprar um carro pronto. “A primeira dica é não comprar um carro para restaurar, mas comprar pronto. Se estiver começando e pegar para restaurar, não vai usufruir do carro, porque perderá tempo buscando peças para a restauração”, observa. O presidente recomenda começar com essa compra para, dali em diante, passar para a busca por veículos a serem restaurados. [[legacy_image_209824]] ModelosSe o interessado ainda não sabe por onde começar, dá para ter uma ideia a partir dos encontros. No Jardim Botânico, estavam o Chevrolet AB 28, fabricado no ano de 1928. Ele pertence ao Museu de Veículos da Memorial Necrópole Ecumênica. Aquele espaço contém 54 veículos, entre carros e motos, e o AB 28 é um deles, trazido pelo aposentado Carlos da Silva Pereira, que trabalha no local. “Este é o princípio da Chevrolet, modelo de quatro portas, com válvula no cabeçote e o último com motor quatro cilindros”, diz. O aposentado Marco Alonso levou uma de suas Kombis, uma 1965 alemã com teto solar e 21 janelas, além do Fusca, também alemão, de 1953 e também com teto solar. “Sou viciado nesse acessório”, comenta. “Foram fabricadas 700 dessas e, no Brasil, atualmente, há somente três. A minha e mais duas que estão sendo reformadas e vão para museus. Ela foi feita, inicialmente, para andar pelos Alpes Suíços, porque se dizia que se poderia enxergar melhor”, diz ele. A Kombi foi comprada há oito anos. Desde então, ele vinha procurando restaurá-la e viajou à Alemanha para conseguir peças. Colecionador de veículos antigos há 25 anos, tem, ainda, um Fusca 1954, além de outras Kombis. “Carro antigo é isso, é aquele filhinho que você tem e precisa de cuidados. Fico caçando as coisas raras, pois são minhas favoritas”, menciona.