[[legacy_image_40376]] Começar um novo negócio é sempre uma tarefa desafiadora, e para aqueles que iniciaram esse sonho durante a pandemia não foi diferente. No bairro do Gonzaga, em Santos, os comerciantes que iniciaram pontos físicos durante a pandemia continuam lutando para que as portas fiquem abertas e contam para ATribuna como têm se virado para atrair o público e conseguir se manter. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Após sete anos trabalhando apenas com delivery de refeições e ver o número de pedidos aumentar durante a pandemia, a empresária Marcelly Barbosa Indaui, de 29 anos, decidiu dar mais um passo para o crescimento do negócio. No dia 1° de março, ela inaugurou um restaurante na Rua Bahia. No entanto, ela não contava que logo na primeira semana teria que fechar as portas devido ao lockdown. "Foi terrível porque a gente cria uma expectativa e, querendo ou não, as contas chegam e aí acabou que a gente teve que reduzir o quadro de funcionários e se reinventar", diz. Com a notícia da reabertura, ela explica que teve que correr contra o tempo para repor tudo que precisava, incluindo contratar uma garçonete. No entanto, ainda não se sente preparada para repor o quadro de funcionários, mas espera que o movimento vá ganhando mais força com o tempo. Para colocar seu negócio no mercado, ela também diz que investiu bastante nas redes sociais, assim como já fazia antes da pandemia, o que tem ajudado na divulgação do espaço físico também. Agora, Marcelly aposta no movimento de Dia das Mães com otimismo, mas precisou pensar em estratégias para que os clientes fiquem seguros durante o almoço do feriado. "Já anunciei que vai ser com reservas, mas tem gente que ainda assim ficou com medo de vir. Até querem vir mas ainda estão com medo", explica a empresária. Dependendo de como as medidas estarão após o feriado, Marcelly também planeja fazer mais contratações, principalmente para preencher a função de gerente de produção, para coordenar a cozinha. Quem também iniciou um negócio durante a pandemia no Gonzaga, mais precisamente na Avenida Ana Costa foi a fisioterapeuta Cristiane Vieira Neto, 44 anos. Ela conta que tinha o sonho de investir em uma loja voltada a produtos de beleza. Até que em janeiro de 2020 decidiu procurar um ponto físico, junto com o marido e mais um casal de sócios para criar a loja. No entanto, com a pandemia preferiram adiantar um pouco a inauguração, para setembro de 2020. "Tem sido bem dificl porque o movimento não está como o esperado. É que não temos uma referência porque não conseguimos comparar o movimento pré pandemia, mas conversando com os vizinhos, eles comenta que o movimento caiu muito". [[legacy_image_40377]] Cristiane também explica que para tentar reverter as poucas vendas, iniciou o delivery, que ajudou um pouco a manter as vendas durante as fases mais restritivas do Plano São Paulo. "Tentamos fazer o delivery, mas por ser uma loja nova e não tão conhecida tem essa barreira, mas estão fazendo o atendimento pelo whatsapp", diz a fisioterapeuta. A sócia também lamenta ter demitido uma das funcionárias por conta das restrições e revela que o movimento não voltou como estava no pré lockdown, mas tenta se manter otimista. "A gente quer oferecer oportunidade para as pessoas trabalharem, então estamos tentando manter a loja enquanto a gente consegue".