[[legacy_image_229445]] Frequentador assíduo da mesma padaria há mais de 20 anos, o aposentado Fares Jorge, de 66, faz questão de colaborar com a famosa caixinha de Natal de fim de ano do estabelecimento, na Vila Mathias, em Santos. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! “Acho que é bacana. A gente cria um vínculo com as pessoas que trabalham aqui”, diz. Não se sabe ao certo onde e quando surgiram as chamadas caixinhas natalinas, por exemplo, para funcionários de estabelecimentos comerciais e zeladores de edifícios. Mas muitos se lembram dos coletores de lixo no fim do ano, quando passam pelas casas gritando “olha a caixinha do lixeiro”. É tradicional que os moradores ajudem esses trabalhadores, que passam despercebidos aos olhos de muitos, por trabalhar, principalmente, à noite e recolhendo o que não serve mais. Entretanto, a tarefa é árdua e, muitas vezes, pouco valorizada. Faça sol ou faça chuva, eles estão sempre correndo pelas ruas recolhendo o lixo — um trabalho de higiene e de saúde pública. De volta ao Empório Santa Helena, na Rua Silva Jardim, em Santos, há longa tradição na caixinha. A proprietária, Helena Barreto, de 52 anos, reforça que a caixinha “é delas”, referindo-se às funcionárias da padaria. “O pessoal ajuda bastante porque é uma demonstração de gratidão, também. Padaria é algo muito família, é um local a que você vai toda hora”, diz ela, que reforça conhecer muitos clientes pelo nome. A padaria está ali há 20 anos. Então, esse vínculo vai se tornando comum. E, mesmo na era de Pix, pagamentos com cartão e pouco dinheiro “vivo” na carteira, ainda há muita caixinha. “Nós temos muitos fornecedores que fazem questão, nesta época do ano, de fazer doações. É uma prática que se tornou hábito. Então, as tecnologias não suspendem isso”, diz. E Fares Jorge mantém a tradição, frequentando o local diariamente. “Acho que é algo que deve ser mantido. Sempre que posso, me programo para fazer essa doação”. Assim, a caixinha persiste.