[[legacy_image_227720]] O mato alto e, especialmente, a proliferação de caramujos são alvos de preocupação de quem passa na frente do prédio do Instituto Dona Escolástica Rosa, na Avenida Bartolomeu de Gusmão, no bairro Aparecida, em Santos. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! De propriedade da Santa Casa de Santos, o imóvel está fechado. Ele foi, até 2018, sede da Escola Técnica Estadual (Etec) com o mesmo nome. O contrato de aluguel foi rescindido devido às condições precárias do prédio. A Etec, hoje, funciona na Vila Mathias. O problema foi levantado pelo clínico generalista Bruno Pompeu Marques, em carta na seção Tribuna do Leitor. “Passo sempre pelo local e já há uns dois meses tenho notado isso”, afirma o médico. “É um caso de saúde pública. Esses moluscos transmitem doenças e, quando morrem, as casas deles viram reservatórios de água que atraem mosquitos da dengue”, emenda. Marques estava com a Reportagem e apontou caramujos espalhados pelos lados interno e externo do muro, no chão, na divisória com outro imóvel e nas paredes do prédio. “Os caramujos se escondem durante o dia e, geralmente, no final da tarde e com chuva, eles saem da toca. No domingo, estava chuviscando e era final da tarde. Era assustador o volume”, conta. Ponto de ônibus Há um ponto de ônibus movimentado bem diante do instituto. A cuidadora Célia Oliveira, de 60 anos, mora em São Vicente e pega transporte coletivo no local três vezes por semana para voltar para casa. “Uma pena tudo isso. Vejo bastante faz algum tempo. Olha outro ali”, comentou, apontando para um caramujo no ponto de ônibus. Estudante do terceiro ano de Eletrônica da Etec Aristóteles Ferreira, nos fundos do imóvel do Escolástica, Edwin Minoru, de 18 anos, se acostumou ao cenário. “Moro aqui perto e acompanho sempre meus amigos até o ponto. Antes, podíamos cortar caminho por dentro, mas, com tudo fechado, não conseguimos mais fazer isso”, conta. Histórico Inaugurado em janeiro de 1908, o Instituto Dona Escolástica Rosa tinha como finalidade abrigar meninos pobres e órfãos de Santos. Eles deveriam receber educação, cultura e uma profissão. Assim se determinou no testamento de João Octávio dos Santos. O prédio foi doado à Santa Casa de Santos para que se mantivesse sua finalidade. O projeto arquitetôni-co foi do escritório técnico Ramos de Azevedo. O prédio do Escolástica Rosa foi tombado pela Prefeitura em 1992 e pelo Estado em 2013. [[legacy_image_227721]] Prefeitura e Santa Casa prometem agirA Prefeitura de Santos informou, em nota, que a Seção de Vigilância e Controle de Zoonoses enviaria, nesta quarta-feira (7), uma equipe ao prédio do Instituto Dona Escolástica Rosa para verificar a situação relacionada aos caramujos. A Santa Casa de Santos anunciou, também em nota, que tomará providências, inclusive, para deter o crescimento do mato. O projeto de restauro do imóvel também foi abordado. Com duração de três anos a partir do início das obras, o custo estimado é de R\$ 40 milhões. O assunto foi tratado por A Tribuna em setembro. Na ocasião, faltava a expedição do alvará de licença pela Prefeitura para o começo das intervenções. A Santa Casa informa continuar aguardando o documento e acrescenta que, de acordo com o projeto, todas as expectativas serão atendidas. Em nota, o Poder Público informou que o projeto de restauro do Escolástica Rosa está aprovado, mas ainda não tem alvará de licença. O processo está na etapa do Artigo 26 do Código de Edificações. Ele diz o seguinte na sua íntegra: “Realizadas todas as alterações nas plantas originais e aprovado o projeto, o profissional será convidado, para apresentar, no mínimo, quatro jogos de plantas do projeto impressas idênticas às analisadas, sem rasuras ou colagens, e devidamente assinadas pelo proprietário e pelo profissional e em arquivo digital em formato PDF, sendo que será aceito o formato JPEG nos casos de projetos que não foram elaborados em softwares específicos, por meio de computadores”.