Rogério Oliveira, diretor de Negócios da Transtec World, destaca a constante expansão das atividades (Sílvio Luiz/ AT) A Transtec World, que atua no Porto de Santos, prepara a entrada em novos portos, com foco inicial em Paranaguá, no Paraná. A empresa trabalha com movimentação, armazenagem e reparo de contêineres vazios e acompanha de perto o crescimento da logística portuária brasileira. Clique aqui para seguir agora o canal Porto Tribuna no WhatsApp! A companhia participa com estande na Intermodal South America 2026, maior evento de logística das Américas, realizado desde terça-feira (14) até esta quinta-feira (16), no Distrito Anhembi, em São Paulo, reunindo operadores logísticos, armadores, terminais e fornecedores do setor. “Hoje o que a gente traz todo ano é uma evolução em cima do crescimento que tivemos, com novidades para o mercado. Esse ano nós viemos com a novidade de empilhadeiras elétricas, com a sustentabilidade. Viemos com o projeto de depot dedicado, que iniciamos no início do mês em uma parceria. E estamos com a novidade de expansão para outros portos”, afirma Rogério Oliveira, diretor de negócios da Transtec World. A estratégia de crescimento passa pela expansão geográfica das operações, com o objetivo de atender à demanda crescente dos armadores fora do Porto de Santos. “Nesse momento, o nosso foco está Paranaguá. Deve ser a primeira entrada da Transtec em outros portos. Depois de Paranaguá estar funcionando, a gente pretende ir para onde a demanda nos levar.” Segundo o diretor de negócios da empresa, o aumento do volume de exportações e a perspectiva de ampliação da capacidade portuária são fatores determinantes para o avanço da companhia. Ele cita, como exemplo, a expectativa de um novo terminal de contêineres em Santos, o Tecon Santos 10, o que deve impulsionar ainda mais a movimentação. “O que está sendo fundamental é, primeiro, esse aumento no volume de exportação. Você vê que nós vamos ter mais, especialmente em Santos, mais um terminal de contêineres. Isso vai agregar algo em torno de 600 mil metros quadrados, ou 2,5 milhões de TEU (medida equivalente a um contêiner de 20 pés) movimentados por ano”. A dinâmica operacional dos contêineres vazios acompanha diretamente o fluxo dos contêineres cheios, exigindo planejamento logístico e capacidade de estocagem para manter o equilíbrio do sistema. “Quando se fala isso, se fala em contêineres cheios, e é assim: onde tem o contêiner cheio, tem vazio, numa proporção, no mínimo, de 20 a 25% maior, que é a logística do estoque. Em analogia com as balsas, tem uma atracada de um lado, uma atracada de outro e uma ou duas em trânsito. Não pode ter só duas balsas. A mesma coisa o contêiner. Tem o contêiner que está com o importador, o contêiner que está com o exportador e você tem que ter o estoque regulador no meio para liberar para as pessoas”.