Somente em abril, a movimentação de navios alcançou 89,3 milhões de toneladas, mantendo a trajetória de crescimento desse modal (Vanessa Rodrigues/AT) O transporte aquaviário voltado ao comércio exterior movimentou 322,7 milhões de toneladas de cargas entre janeiro e abril deste ano no Brasil, volume 6,1% superior ao registrado no mesmo período de 2025, quando foram contabilizadas 304,2 milhões de toneladas. Os dados constam na edição mais recente, divulgada em junho, do Panorama Transportes, elaborado pelo Observatório Nacional de Transporte e Logística (ONTL), da Infra S.A., em parceria com o Ministério dos Transportes. Clique aqui para seguir agora o canal Porto Tribuna no WhatsApp! Somente em abril, a movimentação de navios alcançou 89,3 milhões de toneladas, mantendo a trajetória de crescimento desse modal de transporte vinculado às operações brasileiras de exportação e importação. A liderança é esperada, já que os portos movimentam 95% do comércio exterior brasileiro. O levantamento também reúne indicadores dos demais modais. Na ferrovia, a movimentação de cargas atingiu 159,6 milhões de toneladas úteis (TU) no acumulado do primeiro quadrimestre, crescimento de 2,6% em relação às 155,5 milhões de toneladas úteis registradas entre janeiro e abril de 2025. No transporte rodoviário, o estudo acompanha especificamente a movimentação de soja, milho e farelo destinados ao comércio exterior. Nesse recorte, foram transportadas 30,6 milhões de toneladas entre janeiro e abril, resultado 2% inferior ao observado no mesmo período do ano passado, quando foram registradas 31,2 milhões de toneladas. Já o transporte aéreo de carga paga totalizou 461,4 mil toneladas no primeiro quadrimestre, alta de 0,4% na comparação com igual intervalo de 2025, quando foram 459,4 mil toneladas. O Panorama Transportes também monitora a movimentação rodoviária de combustíveis e derivados. Entre janeiro e abril, esse segmento somou 12,1 milhões de metros cúbicos (m³) transportados, retração de 3,7% frente aos 12,5 milhões de m³ registrados no primeiro quadrimestre do ano anterior. Investimentos públicos Além dos indicadores de movimentação de cargas, o estudo mostra que o setor aquaviário foi o que apresentou o maior crescimento percentual dos investimentos públicos federais no primeiro quadrimestre. Entre janeiro e abril, foram aplicados R\$ 51 milhões no modal, alta de 75,9% em relação ao mesmo período de 2025. Apesar disso, o transporte rodoviário foi o que continuou concentrando o maior volume de recursos da União, com R\$ 3,2 bilhões investidos no período, embora tenha registrado queda de 7,52% na comparação com o ano anterior. Já o modal aeroviário recebeu recursos de R\$ 245,7 milhões (alta de 19,2%), enquanto o ferroviário obteve o montante de R\$ 51,7 milhões (crescimento de 25,8%). Cabotagem tem frete vantajoso A cabotagem, transporte de cargas por navios dentro do País, foi a opção mais vantajosa no custo médio do frete considerando três grupos de mercadorias entre quatro analisados, em comparação aos modais rodoviário e ferroviário, no primeiro quadrimestre do ano, segundo indica o Panorama do Transporte, realizado pelo Observatório Nacional de Transporte e Logística, da Infra S.A., em parceria com o Ministério dos Transportes. Na navegação costeira, o frete médio para o transporte de diesel, minério e grãos (soja, milho e farelo) ficou em R\$ 0,10 por tonelada de quilômetro útil (TKU) no período. Os contêineres tiveram custo um pouco maior, de R\$ 0,16 por TKU. O modal ferroviário apresentou o menor valor no transporte de minério, com frete médio de R\$ 0,07 por TKU. Por outro lado, a ferrovia registrou o maior custo entre todos os modais para o transporte de soja, milho e farelo, cobrando R\$ 0,67 por TKU. Para diesel, o custo médio foi de R\$ 0,22 por TKU, enquanto os contêineres alcançaram R\$ 0,39 por TKU. Já o transporte rodoviário apresentou custos intermediários, mas superiores aos da cabotagem em todas as categorias analisadas. O diesel foi a carga de maior custo nesse modal, com R\$ 0,48 por TKU, seguido pelos contêineres (R\$ 0,40), soja, milho e farelo (R\$ 0,30) e minério (R\$ 0,29). O rodoviário também superou a ferrovia no custo do transporte de diesel e minério, empatando em contêineres.