[[legacy_image_357570]] Maior exportador global de açúcar, a CLI Sul, unidade de negócios da CLI no Porto de Santos, assinou um aditivo ao contrato de arrendamento com o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), válido até 2036, e, em contrapartida, investirá R\$ 565 milhões na modernização do terminal. Com isso, aumentará a movimentação de açúcar, milho e soja das atuais 15 milhões de toneladas ao ano para 19 milhões de toneladas ao ano a partir de meados de 2028. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Em entrevista exclusiva para A Tribuna, o diretor da CLI Sul, Luís Neves, afirma que o terminal passará por uma renovação completa que engloba a construção de um armazém, aumentando a capacidade estática em 100 mil toneladas, e um novo parque de moegas (local onde são armazenados os grãos) contando com quatro pontos de descarga de caminhões autodescarregáveis e graneleiros. “Também teremos uma nova sede administrativa, uma subestação de energia elétrica e aquisições de um shiploader (equipamento que carrega os navios com grãos e açúcar por esteira) e de esteiras mais eficientes, que reduzem a dispersão de particulados em mais de 90% no meio ambiente”. Área de atividade Localizada na Margem Direita do complexo portuário santista, na Avenida Eduardo Pereira Guinle, s/n - Armazém IX, no antigo terminal da Rumo, a CLI possui um parque logístico completo, cujas atividades abrangem desde o transporte da carga dos centros produtores até o embarque em navios, no cais, para exportação. A China é o principal destino da maior parte da carga embarcada. O açúcar é produzido no Estado de São Paulo e os grãos — soja e milho — vêm de Mato Grosso e Goiás. A carga chega ao terminal por caminhões e trens graneleiros. Enquanto o açúcar é transportado 50% por cada modal, os grãos são trazidos ao Porto em sua maioria por ferrovia (90%). Na chegada ao terminal, é colhida uma amostra do produto para análise em laboratório próprio. Se ela for aprovada, é autorizada a descarga do produto nas moegas rodoviária e ferroviária, seguida da armazenagem e posterior embarque no navio. O terminal opera como um ponto de transbordo, pois entre a chegada e o embarque, a carga permanece entre cinco e seis dias. “Movimentamos 15 milhões de toneladas ao ano, sendo 9,5 milhões de açúcar e 5,5 milhões de soja e milho. A soja no primeiro semestre e o milho no segundo. Nossa meta, com os investimentos, é ampliarmos para 19 milhões de toneladas ao ano”, afirma Neves. [[legacy_image_357571]] Maior movimentação de açúcar do mundo Conforme o cronograma apresentado pela CLI Sul, as obras deverão iniciar em agosto deste ano com a construção da sede administrativa, já as moegas deverão ser instaladas entre 2025 e 2026 e a substituição das correias de embarque estão previstas para 2027 e 2028. “Nossa expectativa é concluir as obras em 2028, mas pode ocorrer antes, em 2027”, projetou o diretor da CLI Sul, Luís Neves. Participação Com o intuito de explicar os impactos dos novos investimentos em superestrutura no Porto de Santos, Neves apontou qual é a participação da CLI no comércio exterior. “Nós somos o maior terminal de açúcar do mundo. A CLI tem aproximadamente 42% de market share (participação de mercado) em Santos, e Santos, por sua vez, tem 75% de market share do Brasil. Então, a gente arredonda que um terço de todas as exportações mundiais passam pelo nosso terminal e o País, hoje, é o maior exportador de açúcar do mundo”. Sustentabilidade Luís Neves ressaltou que parte dos investimentos será dedicada à construção de uma subestação de energia elétrica. “Com o aumento da estrutura, o consumo de energia será maior”. Contudo, o executivo adiantou que a companhia já planeja adotar energia renovável em Santos como foi feito no terminal de Itaqui (MA). “Estamos investindo e aumentando a participação de energia eólica na nossa matriz. Nossa intenção é, a partir de 2026, contar 100% com energia de fonte renovável”. A companhia também afirma que substituirá um dos três shiploaders. “Nós vamos comprar um novo shiploader, com maior capacidade, que nos permitirá carregar os navios mais rápido, aumentando a competitividade do Porto de Santos. Com isso, vamos tornar o Porto de Santos a alternativa mais eficiente para atendimento do Centro-Oeste, principalmente os estados do Mato Grosso e Goiás, e, também, São Paulo, no Sudeste”. O shiploader mais moderno da CLI no Porto de Santos opera 3 mil toneladas de produtos por hora atualmente. Pera ferroviária Neves destacou ainda os benefícios da futura pera ferroviária, em Outeirinhos, cuja construção está a cargo da Associação Gestora da Ferrovia Interna do Porto de Santos (AG-Fips). “A pera impactará e muito no nosso sistema de descarga, que ficará ainda mais eficiente. Hoje, a locomotiva deixa os vagões, nós movimentamos os vagões e, depois, ela vem buscar. Com a movimentação em pera, a descarga será contínua, sem desconexão dos vagões”.