Com 13,5 quilômetros de extensão, Corredor Porto-Indústria prevê duas faixas de rolamento por sentido (Reprodução) Quase seis meses depois de receber oficialmente o projeto, o Governo do Estado ainda não tem definição sobre a possibilidade de incluir o Corredor Porto-Indústria (Copi) nas obras da terceira pista da Rodovia dos Imigrantes. Clique aqui para seguir agora o canal Porto Tribuna no WhatsApp! Proposto pela Prefeitura de Cubatão, o Copi cria um acesso direto entre a futura pista e o Porto de Santos, sem passar pelas rodovias Anchieta e Cônego Domenico Rangoni, retirando parte do fluxo de caminhões das áreas urbanas da cidade industrial e permitindo maior fluidez no transporte de cargas. Apesar de a ideia ter sido apresentada em 29 de janeiro pelo prefeito de Cubatão, César Nascimento (PSD), durante reunião com o secretário estadual de Parcerias em Investimentos, Rafael Benini, a pasta respondeu, em nota, que “está analisando tecnicamente o projeto”. Antes, o Copi já tinha sido apresentado em audiência pública do Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema) e submetido ao Conselho da Autoridade Portuária (CAP). A Secretaria Estadual de Parcerias em Investimentos (SPI) afirma que o fato de a proposta ter ligação com os estudos da futura terceira pista da Imigrantes faz com que seja avaliada “de forma integrada, considerando aspectos técnicos, operacionais, ambientais, logísticos e econômico-financeiros”. O Estado afirma manter “diálogo institucional com a Prefeitura de Cubatão e demais órgãos envolvidos”. O Governo Estadual nada mencionou a respeito de uma possível parceria com a União no empreendimento, embora questionado pela Reportagem. O Governo Federal afirma que um estudo feito pela Infra S.A. sobre o corredor deve ser apresentado no final deste mês. A informação foi confirmada para A Tribuna pelo ministro dos Transportes, George Santoro, em visita ao Porto de Santos, na última terça-feira. Caso o resultado da análise seja favorável, Santoro disse que iniciará tratativas com o Estado. Corredor Porto-Indústria prevê duas faixas de rolamento por sentido, com acostamento e dimensionadas para tráfego pesado (Sílvio Luiz/AT) O combinado Concessionária do Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI), a Ecovias Imigrantes explica que “o projeto da terceira pista (de responsabilidade da empresa) atende à solicitação do Governo do Estado para uma nova ligação entre a região do Planalto e a Baixada Santista, com vocação para veículos pesados, mínimo impacto ambiental e capacidade para atender a demanda de tráfego atual e futura”. Segundo a empresa, “novos projetos ou obras complementares, que não estejam no escopo inicial, devem ser submetidos à análise e aprovação do Governo”. Estudos Com cerca de 13,5 quilômetros de extensão, o Corredor Porto-Indústria prevê duas faixas de rolamento por sentido, com acostamento e dimensionadas para tráfego pesado. De acordo com cálculos feitos pela Prefeitura, a via teria capacidade para circulação de até 20 mil veículos por dia. Em nota, a Prefeitura informa que acompanha todas as discussões relacionadas ao projeto. “Desde a apresentação da proposta, a Administração Municipal tem mantido diálogo institucional com os governos do Estado, Federal, a Infra S.A., autoridades ligadas ao setor de infraestrutura, logística e transportes, além de representantes da iniciativa privada e demais instituições envolvidas no desenvolvimento regional”. A Prefeitura acrescenta que entende que empreendimentos dessa magnitude exigem análises técnicas aprofundadas e criteriosas, contemplando aspectos de engenharia, mobilidade, logística, meio ambiente, viabilidade econômico-financeira e integração com outros projetos estruturantes. “Por essa razão, respeita o trabalho que vem sendo conduzido pelos órgãos competentes e acompanha atentamente a evolução dos estudos”. A Prefeitura de Cubatão considera “extremamente positiva” a participação de diferentes instituições na avaliação do projeto. “Não há espaço para disputas entre propostas ou protagonismos institucionais quando o objetivo é solucionar um dos principais gargalos logísticos do País”. A Administração diz que toda contribuição técnica é bem-vinda e fortalece a construção de uma solução consistente. A Prefeitura defende ainda que o debate esteja concentrado na busca pela melhor alternativa para o interesse público, “seja por meio da integração do Copi à futura terceira pista da Rodovia dos Imigrantes, seja por outro modelo de implantação que venha a ser considerado tecnicamente mais adequado”. “O fundamental é que a região avance para uma solução definitiva. Os desafios enfrentados por Cubatão e pelo Porto são urgentes”.