Rodovia dos Imigrantes: projeto criaria rota alternativa para fluxo de caminhões (Alexsander Ferraz/AT) Os deputados federais e estaduais da Baixada Santista são favoráveis ao Corredor Porto-Indústria (Copi), projeto proposto pela Prefeitura de Cubatão e em análise pelos governos Estadual e Federal. Além disso, eles acham que a obra pode ser incorporada ao projeto da terceira pista da Rodovia dos Imigrantes. Clique aqui para seguir agora o canal de Porto no WhatsApp! O Copi cria um acesso entre a futura pista da Imigrantes e o Porto de Santos, sem passar pelas rodovias Anchieta e Cônego Domenico Rangoni, retirando parte do fluxo de caminhões das áreas urbanas de Cubatão e permitindo maior fluidez no transporte de cargas. A deputada federal Rosana Valle (PL) argumenta que o mais adequado seria incorporar ao projeto da terceira pista. “Planejar as duas obras de forma integrada evita retrabalho, reduz custos e garante solução mais eficiente para a mobilidade e para a logística. Independentemente do modelo de financiamento ou de execução, o mais importante é que haja diálogo e cooperação entre os entes públicos para tirar o projeto do papel”. O deputado federal Paulo Alexandre Barbosa (PSD) é favorável ao corredor viário, mas aponta ser necessário saber todos os impactos que a obra vai causar nas cidades, por meio do estudo de viabilidade, para que não ocorram mais transtornos. “Depois desses estudos, o modelo que se tornar mais célere e tecnicamente adequado, seja estadual, federal ou em parceria, é o que deveria ser escolhido”, afirma. O deputado federal Carlos Alberto da Cunha, o Delegado Da Cunha (União), diz que projetos que visem ao desenvolvimento da infraestrutura logística de acesso ao Porto devem ser apoiados, desde que avaliados alguns aspectos, e que União e Estado deveriam unir esforços. “É necessário avaliar os impactos desse novo fluxo no meio da Alemoa, assim como o desenho do trecho final do viário, com vistas à futura ampliação do Porto para região da Vila dos Criadores e do antigo lixão”, argumenta. O deputado estadual Caio França (PSB) acredita que o projeto pode contribuir para reduzir congestionamentos, aumentar a eficiência logística e diminuir o tráfego de caminhões nas áreas urbanas. Ele defende que o Copi seja analisado de forma integrada à terceira pista da Imigrantes e que se busque uma solução compartilhada. “Não faz sentido ampliar a capacidade de descida da Serra sem resolver o fluxo entre o Polo Industrial e o Porto”, afirma. O deputado Paulo Mansur (PL) comenta que o Corredor Porto-Indústria resolve o problema “na raiz” e que deve ser tocado pelo Governo do Estado. “Pode, sim, fazer parte do projeto da terceira pista, mas, na hora de definir quem estrutura e executa, o caminho mais rápido e mais testado para sair do papel é o modelo estadual”. O deputado Matheus Coimbra Martins de Aguiar, o Tenente Coimbra (PL), analisa que o Copi dará mais fluxo logístico ao Porto de Santos e diminuirá a quantidade de caminhões que trafegam dentro de Cubatão. Incorporar a iniciativa à terceira pista da Imigrantes é sua ideia, desde que ela “não seja atrelada à renovação do contrato com a Ecorodovias, pois isso irá manter o preço do pedágio na descida da Serra”. A deputada Solange Freitas (União) lembrou que a Ecovias está finalizando o projeto da terceira pista da Imigrantes e, até o momento, não houve nenhum pedido de alteração por parte do Estado. “Sou favorável que haja um consenso em torno da proposta que melhor resolva os gargalos logísticos e melhore a mobilidade na Baixada Santista. Essa análise precisa ser feita pelos especialistas e pelo Governo”, afirma. O deputado estadual Paulo Corrêa Júnior (Republicanos) não se manifestou. Prefeitura Apesar de o traçado previsto para o Corredor Porto-Indústria desembocar na Alemoa, a Prefeitura de Santos informou, em nota, que o Município não participou, até o momento, das discussões técnicas sobre o projeto. “A avaliação de projetos de infraestrutura deve considerar estudos técnicos, os impactos sobre a mobilidade e a operação logística regional, bem como a relação com o conjunto de investimentos em andamento, de forma a contribuir para o desenvolvimento da Baixada Santista”, recomendou. A Prefeitura entende que iniciativas voltadas ao aperfeiçoamento da infraestrutura logística da Baixada Santista são positivas e importantes para o desenvolvimento regional e para o fortalecimento da competitividade do Porto de Santos, afirma na nota. A Administração santista destaca ainda que a região passa por um ciclo de importantes investimentos estruturantes, como a terceira pista da Rodovia dos Imigrantes, o túnel imerso Santos-Guarujá e as intervenções viárias na própria região da Alemoa. A proposta Com cerca de 13,5 quilômetros de extensão, o Corredor Porto-Indústria prevê duas faixas de rolamento por sentido, com acostamento e dimensionadas para tráfego pesado. De acordo com cálculos feitos pela Prefeitura, a via teria capacidade para circulação de até 20 mil veículos por dia. O traçado partiria da região do Sítio dos Areais, em Cubatão — onde termina a futura terceira pista, conforme projeto — e seguiria até a Alemoa, em Santos.