Construção da nova estrada deve movimentar cerca de 4 milhões de metros cúbicos de solo e rocha (Alexsander Ferraz/AT) A Companhia Ambiental do Estado (Cetesb) emitiu nesta segunda-feira (30) a licença prévia que atesta a viabilidade ambiental da nova pista da Rodovia dos Imigrantes. A proposta foi analisada a partir do Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA-Rima) e recebeu manifestação favorável do Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema) na última quarta-feira, conforme A Tribuna já havia publicado. Clique aqui para seguir agora o canal Porto Tribuna no WhatsApp! A Cetesb informou que estabeleceu um conjunto rigoroso de condicionantes para garantir a execução com segurança ambiental. Entre elas estão o monitoramento contínuo da biodiversidade, a proteção de mananciais estratégicos, o controle técnico das escavações e medidas voltadas à preservação dos recursos hídricos ao longo do traçado. Para viabilizar o licenciamento, a Companhia afirma que mobilizou equipes multidisciplinares que acompanharam desde a fase inicial cada etapa de definição do traçado e das soluções construtivas. Segundo o diretor-presidente da Cetesb, Thomaz Toledo, o licenciamento ambiental “oferece segurança e previsibilidade, permitindo que obras desse porte avancem com responsabilidade e tragam benefícios concretos para mobilidade, economia e meio ambiente”, afirmou. A construção deve movimentar cerca de 4 milhões de metros cúbicos de solo e rocha — volume equivalente a aproximadamente 1,6 mil piscinas olímpicas. Com a emissão da licença prévia, o projeto segue agora para as próximas etapas do licenciamento, que incluem as licenças de instalação (para começar as obras) e operação. O projeto terá 21,6 km de extensão e vai conectar a Grande São Paulo à Baixada Santista. O traçado terá início no km 43 da Rodovia dos Imigrantes e seguirá até o km 265 da Rodovia Cônego Domêni-co Rangoni, nas proximidades do polo industrial de Cubatão. A proposta é ampliar a segurança viária, melhorar o acesso ao Porto de Santos e gerar ganhos logísticos, com aumento de capacidade de cerca de 145% no escoamento de cargas no trecho de serra. Executado pela Ecovias, o projeto é considerado um dos mais complexos do País do ponto de vista de engenharia. Oitenta e um por cento do percurso será em túneis — solução que reduz intervenções na superfície e minimiza interferências ao longo do trajeto, inclusive em áreas de vegetação nativa.