Estimativa de 832 mil passageiros na temporada, que deve começar na semana que vem e vai até abril (Rogério Soares/AT/Arquivo) Com o início da temporada de cruzeiros 2026/2027 no Porto de Santos agendado para a próxima semana e a estimativa de 832 mil passageiros até abril de 2027, a Secretaria Estadual de Saúde orienta que os viajantes atualizem a vacinação contra o sarampo pelo menos 15 dias antes do embarque. Clique aqui para seguir agora o canal Porto Tribuna no WhatsApp! A medida se justifica pela intensa rotatividade de pessoas de diferentes nacionalidades no ambiente marítimo e pela contínua circulação internacional do vírus, fatores que aumentam o risco de contágio e de disseminação da doença. O sarampo é uma infecção viral caracterizada por sintomas como febre alta, manchas vermelhas espalhadas pelo corpo, além de manifestações respiratórias e oculares, que incluem tosse, coriza e conjuntivite. Para conter novas cadeias de transmissão, os órgãos de saúde enfatizam que pessoas que apresentem febre ou manchas vermelhas na pele devem adiar a viagem e procurar atendimento médico imediato. Durante o trajeto a bordo do navio, os cuidados continuam sendo fundamentais. A recomendação inclui lavar as mãos frequentemente com água e sabão ou álcool em gel, proteger nariz e boca ao tossir ou espirrar, evitar o compartilhamento de copos, talheres e alimentos, manter os ambientes limpos e bem ventilados e evitar contato próximo com pessoas doentes e aglomerações em locais pouco arejados. Em caso de sintomas durante o cruzeiro, a orientação é avisar a equipe de saúde da embarcação e seguir as instruções. Segundo o Governo do Estado, a cobertura da primeira dose do imunizante saltou de 86,56% em abril para 96,29% em agosto, enquanto a segunda dose subiu de 72,72% para 83,81% no mesmo período. A vacina A rede pública oferece a vacina tríplice viral gratuitamente a qualquer pessoa que comparecer a uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e se enquadre no público-alvo do Ministério da Saúde, que abrange pessoas de 12 meses a 59 anos. Acima de 60 anos não há aplicação rotineira na rede pública, pois a diretriz do Ministério considera que essa população já teve contato direto com o vírus ao longo da vida e desenvolveu imunidade natural. Nesse caso, é necessário orientação médica.