Se greve for deflagrada, pode afetar fiscalização no Porto de Santos (Carlos Nogueira/Arquivo AT) O presidente do Sindicato Nacional dos Servidores das Agências Nacionais de Regulação (Sinagências), Fábio Rosa, deve se reunir com o diretor de Operações da Autoridade Portuária de Santos (APS), Edilberto Ferreira, nesta terça-feira (18), às 10 horas, na sede administrativa do Porto de Santos. Na pauta, a mobilização da categoria e possíveis impactos nas fiscalizações de mercadorias e alimentos. As negociações salariais entre os servidores públicos federais e o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) seguem em impasse e uma greve não está descartada. No último dia 23 de maio, as lideranças sindicais rejeitaram a proposta do MGI, de reajuste salarial escalonado de 9% em 2025 e de 3,5% em 2026, apresenta em rodada de negociações, em Brasília. Em nota divulgada ontem, as lideranças sindicais informam que realizarão “como parte da Operação Valoriza Regulação, uma série de ações de fiscalização em conjunto com duas ou mais agências reguladoras, como a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), entre outras”. Além disso, a categoria pretende criar um comando estadual de mobilização com o objetivo de preparar eventual paralisação. Movimento No último dia 8 de maio, os servidores públicos federais de agências reguladoras aprovaram, em assembleia, a Operação Valoriza Regulação, “que já tem refletido em atrasos e impactos sobretudo na área de importação de produtos sujeitos ao controle sanitário da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)”.