Gabriela Costa, diretora-executiva da Associação de Terminais Portuários Privados, cita pauta de diversidade (Divulgação) A Associação de Terminais Portuários Privados (ATP) se debruça em pautas de diversidade no setor, defendendo a inclusão como estratégia de negócios. É o que afirma a diretora-executiva da entidade, Gabriela Costa. Clique aqui para seguir agora o canal Porto Tribuna no WhatsApp! “Já está comprovado que uma equipe mais diversa gera muitos pontos positivos para as empresas, como maior integração, aprendizados, ideias criativas, processos mais inovadores e maiores lucros. Deixa de ser uma solução de recursos humanos para uma estratégia de negócios”. Para Gabriela, iniciativas como o projeto Mulheres a Bordo, do Grupo Tribuna, contribuem para ampliar a participação feminina e tornar o ambiente mais inovador, colaborativo e eficiente. “O projeto é de extrema importância, pois foi criado como um espaço para o fortalecimento da atuação feminina no setor portuário e de navegação”, diz ela. Para a diretora da ATP, esse tipo de projeto busca desenvolvimento e destaque da presença feminina no setor, “buscando alcançar os pontos positivos de uma sociedade mais diversa, o que não se trata apenas de um ambiente justo, mas um ambiente mais inovador, mais criativo, mais cooperativo e mais eficiente”. TUPs Gabriela é destaque como executiva do setor e estuda profundamente a dinâmica dos Terminais de Uso Privado (TUPs). Atualmente, 22 empresas aguardam autorização para novos TUPs, que somam mais de R\$ 29,9 bilhões em investimentos, ressalta ela. Mas, o principal gargalo na viabilização de TUPs no Brasil ocorre após a assinatura do contrato de adesão, quando empreendimentos já autorizados entram em compasso de espera até a obtenção de licenças ambientais e autorizações patrimoniais. Em alguns casos, a demora já chegou a oito anos. Segundo a diretora-executiva da ATP, esse processo pode levar anos e retardar significativamente o início das obras. A executiva mencionou que há casos em que terminais levaram até oito anos para conseguir iniciar a construção do terminal. Na região de Santos, três TUPs já autorizados ainda não operam justamente por estarem em fase de obtenção de licenças. “O grande gargalo é que o terminal celebra o contrato de adesão, mas ainda não está totalmente possibilitado de dar início às obras do seu empreendimento, pois este é o momento de viabilizar licenças ambientais e patrimoniais junto à Secretaria do Patrimônio da União (SPU), às quais podem levar anos para serem conseguidas. O contrato de adesão não é a linha de chegada, mas a linha de partida das autorizações de TUPs”, afirmou Gabriela. “Já está comprovado que uma equipe mais diversa gera muitos pontos positivos para as empresas, como maior integração, aprendizados, ideias criativas, processos mais inovadores e maiores lucros. Deixando de ser uma solução de recursos humanos, para uma estratégia de negócios”, diz Gabriela (Divulgação) Por essa razão, a executiva frisou: “É fundamental que a agência reguladora e o poder concedente viabilizem, junto ao órgão ambiental competente e à SPU, formas de tornar o procedimento mais célere e eficiente, buscando viabilizar os investimentos pactuados”. Os TUPs operam sob regime de autorização, no qual o investidor assume integralmente os riscos do negócio, sem garantia de demanda, exclusividade territorial ou proteção econômica estatal. Eles constituem atividade econômica exercida em regime de livre iniciativa, com maior flexibilidade operacional justamente porque suportam integralmente os riscos do investimento e da operação. “O instrumento que formaliza a autorização do Governo para que o empreendedor possa dar início às obras em seu empreendimento é o contrato de adesão, momento em que já houve validação do Ministério de Portos e Aeroportos com relação à aderência do empreendimento às políticas públicas, bem como todas as análises devidas realizadas pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), como análise documental, anúncio público e verificação de viabilidade locacional”, explicou a diretora-executiva da ATP.