[[legacy_image_167706]] Monitorar a qualidade do ar no Porto de Santos. Este é o objetivo do contrato assinado entre a Santos Port Authority (SPA) e a empresa Engex Engenharia e Consultoria, no fim do ano passado. De acordo com o diretor-presidente da Autoridade Portuária, Fernando Biral, o serviço faz parte das obrigações do licenciamento ambiental. “É uma de nossas prioridades”. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Com investimento de mais de R\$ 10 milhões, o contrato do Programa de Monitoramento da Qualidade do Ar integra o Plano Básico Ambiental, fruto do processo de regularização ambiental do complexo portuário. Segundo Biral, o panorama de Santos em relação ao assunto mudou desde o início da década. “Em 2010, tinha a questão dos particulados, a poeira gerada pelas operações era uma preocupação. Hoje, os terminais estão se adaptando, modernizando as instalações e este problema já foi quase completamente eliminado”. O diretor-presidente da SPA diz que a cidade, inclusive, esteve entre as melhores em termos de qualidade do ar, segundo levantamento realizado diariamente pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). “A ideia é essa, manter pelo menos a cidade de Santos como uma das melhores, reduzindo inteiramente a poluição. Se tiver qualquer problema com a qualidade do ar, a gente vai ser capaz de identificar imediatamente e atuar para corrigir”. DetalhesO programa que compõe o Plano Básico Ambiental prevê a estruturação de um sistema de controle e monitoramento da qualidade local do ar por meio de procedimentos administrativos e operacionais, assim como por aparelhamento de toda a área portuária. A Autoridade Portuária já monitora as condições atmosféricas e da qualidade do ar em fiscalizações em campo (como acompanhamento de operações portuárias, medições de fumaça preta, entre outras), além de dados secundários de estações da Cetesb. Porém, não há um diagnóstico completo sobre as fontes e concentração de emissões que impactam a qualidade do ar no Porto de Santos. Agora, com a contratação da empresa, outros serviços serão oferecidos. Entre eles, está o monitoramento das condições atmosféricas e da qualidade do ar com a instalação de equipamentos de medição em tempo real. Além disso, a empresa também deverá elaborar relatórios e gráficos de modelagem atmosférica, reportando comportamento dos ventos e da dispersão de poluentes no ambiente portuário e identificando, além de áreas críticas, a influência da poluição sobre os municípios atingidos. ResponsabilidadeA Autoridade Portuária enfatiza que todos os usuários do Porto de Santos são responsáveis por controlar as próprias emissões atmosféricas com programas diretamente vinculados a seus licenciamentos ambientais. Plano prevê medição de fumaça pretaCampanhas de medição de fumaça preta nos pontos de maior fluxo de caminhões e nos locais onde costumam acontecer congestionamentos deverão ser feitas no Porto de Santos. A ação, que faz parte dos serviços contratados pela Santos Port Authority (SPA), também inclui inspeções dos veículos utilizados pela empresa. O contrato ainda prevê a elaboração de um inventário de todas as emissões atmosféricas provenientes da atividade portuária em Santos, Guarujá e Bertioga. Com os dados, serão propostas ações para reduzir os impactos operacionais, assim como as necessidades de investimentos. A empresa contratada ainda deverá avaliar os relatórios de qualidade do ar e emissões atmosféricas produzidos pelos arrendatários e indicar se os planos de ação estão adequados, assim como se os prazos estão sendo cumpridos. Entre as ações, está a publicação de uma resolução da Autoridade Portuária, descrevendo os procedimentos a serem adotados para a manutenção da qualidade do ar, bem como com exigências a serem impostas aos diversos atores do Porto de Santos. Parte da equipe técnica da estatal será treinada para operação e interpretação de resultados dos equipamentos de monitoramento e de gráficos de modelagem.