Houve movimentação recorde das cargas conteinerizadas em 2025, com 164,6 milhões de toneladas, crescimento de 7,2% em comparação a 2024 (Alexsander Ferraz/AT) Os portos brasileiros movimentaram 1,4 bilhão de toneladas de cargas ao longo do ano passado. O volume representa um recorde e crescimento de 6,1% em relação a 2024, que registrou 1,32 bilhão de toneladas. Os dados são do Desempenho Aquaviário 2025, apresentado nesta terça-feira (10) pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). Clique aqui para seguir agora o canal Porto Tribuna no WhatsApp! O ano passado se encerrou com um desempenho elevado em dezembro. A movimentação de cargas saltou 14,2% na comparação com o mesmo mês do ano anterior, totalizando 119 milhões de toneladas em 30 dias, o que sinaliza uma tendência de alta para 2026. “É mais um recorde no setor aquaviário. Não se trata de um bom momento pontual, mas de uma trajetória de crescimento do setor que reflete a maturidade institucional do País e da atuação da Antaq”, disse o diretor-geral da Antaq, Frederico Dias. “Ao divulgar esses números, a Agência reforça seu papel técnico de fornecer informações úteis e confiáveis para que o setor privado possa planejar e tomar as melhores decisões”, completou. Contêineres Houve ainda movimentação recorde das cargas conteinerizadas: foram 164,6 milhões de toneladas, um crescimento de 7,2% quando comparado com o mesmo período de 2024. Em TEU (unidade de medida de um contêiner padrão de 20 pés), a movimentação chegou a 15,3 milhões, com crescimento de 10,2%. Desse total, 10,4 milhões foram movimentados em longo curso (navegação entre países) e 4,8 milhões por cabotagem (dentro do Brasil). Em relação à carga geral solta, a movimentação atingiu 65,8 milhões de toneladas, um crescimento de 0,8%. Os granéis sólidos movimentaram 839,7 milhões de toneladas de cargas (aumento de 6,3%) e os granéis líquidos chegaram a 333 milhões de toneladas de cargas (alta de 6,1% quando comparado a 2024). Os números mostram um cenário de crescimento consistente ao longo do tempo. Nos últimos 15 anos, a movimentação de cargas no Brasil cresceu 67%, saindo de 840 milhões para o atual patamar de 1,4 bilhão de toneladas. Política O secretário nacional de Portos, Alex Ávila, destacou o resultado do setor portuário para a economia e o setor produtivo nacional, sobretudo no agronegócio. “Esse recorde não é obra do acaso, mas fruto de um ambiente de estabilidade e segurança jurídica que construímos” TUPs têm crescimento acentuado Os dados do Anuário 2025 da Antaq mostram um crescimento mais acentuado na movimentação nos Terminais de Uso Privado (TUPs), de 7% (906,1 milhões de toneladas), enquanto nos portos públicos a alta foi de 4,5% (497 milhões de toneladas). O Porto de Santos se manteve como a instalação pública com a maior movimentação de cargas do País. Em 2025, o cais santista movimentou 142,8 milhões de toneladas, volume 3% superior ao registrado em 2024. Mercadorias Entre as mercadorias, o agronegócio segue como protagonista absoluto. A soja registrou um crescimento expressivo, de 14%, totalizando 139,7 milhões de toneladas escoadas. Na outra ponta da cadeia, a importação de adubos e fertilizantes cresceu 10% (49,3 milhões de toneladas), sinalizando que os produtores estão aumentando os investimentos na preparação das próximas safras. Outro destaque foi a movimentação de gás de petróleo, que avançou 10,4%, somando 5,8 milhões de toneladas. Despedida Ao final do evento de divulgação dos números, houve a cerimônia de despedida da diretora Flávia Takafashi. Ela deixa o cargo oficialmente no dia 18 deste mês. A advogada e mestre em Direito voltará ao seu cargo de origem, especialista em regulação de transportes aquaviários, após cinco anos de liderança. Flávia é a primeira mulher indicada pela Presidência da República a ocupar a diretoria da Antaq. “Eu me despeço com gratidão do cargo de diretora da Antaq, agência que tanto representa para o Brasil e para a economia do País. O setor portuário e aquaviário é um vetor de competitividade, integração e soberania capaz de conectar o Brasil ao mundo e gerar desenvolvimento econômico e social em escala nacional”.