O Porto do Itaqui, no Maranhão, reforça a posição estratégica no comércio internacional ao experimentar ganhos logísticos relevantes e investir em novos projetos voltados à atração de investimentos. Entre os principais diferenciais está a redução no tempo de escoamento de cargas, que pode chegar a até uma semana em relação aos portos do Sul e Sudeste do País, além do papel do terminal como corredor para importação e exportação de commodities e insumos essenciais. Clique aqui para seguir agora o canal Porto Tribuna no WhatsApp! “O Porto do Itaqui que é estratégico geograficamente para todo o comércio internacional, para toda a rota de navios, onde a gente consegue diminuir o tempo de escoamento das cargas em torno de seis a sete dias em relação aos portos do sul do país. Nós somos um porto de entrada e de saída de cargas estratégicas que abastecem todo o centro norte do país, desde importação de fertilizantes, importação de combustíveis, nós somos um porto também de exportação da soja, do milho, do minério de ferro. Da celulose, do alumínio, então hoje o Porto do Itaquí, ele é o eixo principal de ligação do Maranhão com o mundo”, diz Oquerlina Costa, presidente da Empresa Maranhense de Administração Portuária (EMAP), gestora do Porto do Itaqui. O terminal vem ampliando a atuação como hub logístico do Arco Norte, conectando a produção agrícola e mineral do interior do País aos mercados internacionais. Durante a participação na Intermodal, em São Paulo, esta semana, a autoridade portuária também apresentou iniciativas voltadas à agregação de valor à produção local, com destaque para o projeto da Zona de Processamento de Exportação (ZPE). “Na Intermodal mostramos todas as nossas potencialidades, o projeto da ZPE (Zona de Processamento de Exportação) que é um projeto de atração de investimentos para a industrialização também e essas commodities que hoje a gente já movimenta pelo Itaquí, então a ZPE esteve presente na Intermodal no nosso estande”, destaca Oquerlina Costa. A proposta da ZPE está centrada na industrialização de produtos já movimentados pelo porto e na atração de novos investimentos, especialmente ligados à transição energética e à sustentabilidade. O Maranhão, segundo a EMAP, reúne condições naturais favoráveis para o desenvolvimento de energias renováveis, o que amplia o potencial de diversificação da matriz produtiva local. “A ZPE é uma zona de produção, de exportação, onde o principal diferencial é o beneficiamento de toda a produção agrícola que a gente já desenvolve no estado, produção de energias alternativas. No Maranhão nós temos um alto potencial para geração de energia eólica, de energia solar, a gente tem como em abundância a fonte natural de produção dessas energias alternativas, então todos esses tipos de investimentos alternativos visando também a sustentabilidade estão sendo oportunizados pela ZPE e fazendo essa interligação com o Porto do Itaqui, onde a gente serve ali como elo de escoamento de toda essa produção que vai ser atraída pela ZPE, explica a presidente. A Intermodal South America é considerada o maior evento de logística, transporte de cargas e comércio exterior das Américas, reunindo autoridades portuárias, operadores logísticos e empresas do setor para apresentação de projetos, soluções e tendências. Aconteceu entre terça (14) e quinta-feira (16). Inovação Além da agenda de investimentos e expansão logística, o Porto do Itaqui também tem avançado na área de inovação, com programas voltados à formação de mão de obra qualificada e ao desenvolvimento de soluções tecnológicas para o setor portuário. “Temos uma visão ampla de inovação no Porto do Itaquí e ela quer contribuir na transformação do Maranhão num hub de inovação para o setor portuário. Todas as nossas ações sempre vão tentar conectar os nossos desafios de inovação com aquelas pessoas que, dentro do nosso estado, podem entregar essas soluções. A partir disso a gente foi desenvolvendo ao longo dos anos uma série de projetos”, conta Gabriel Cassia, gerente de Pesquisa e Inovação do Porto do Itaqui.