A dinâmica do tráfego de caminhões é fundamental para o funcionamento do Porto de Santos (Vanessa Rodrigues/Arquivo AT) A dinâmica do tráfego de caminhões é fundamental para o funcionamento do Porto de Santos, o maior do Hemisfério Sul. No entanto, em um cenário de milhares de infrações aferidas pela Polícia Militar Rodoviária (PMR) - de 105,6 mil autos de infração no ano passado nas principais rodovias que atendem a região - a responsável pela gestão do cais santista também reforça sua atenção ao tema. Clique aqui para seguir agora o canal Porto Tribuna no WhatsApp! Para a Autoridade Portuária de Santos (APS), por possuir jurisdição sobre as vias do porto organizado, realiza periodicamente campanhas educativas e, por intermédio da Guarda Portuária, operações de fiscalização com bloqueio de via (blitz), inclusive com o uso de etilômetros, com o objetivo de conscientizar os condutores sobre os riscos de dirigir alcoolizado. “A maior parte das autuações é motivada por imprudência, como ultrapassagem de semáforos vermelhos, ou simples desrespeito às leis de trânsito, como estacionamentos irregulares, que são somadas ao uso de celulares, falta de cinto de segurança e retorno ou conversão proibido”, explica a APS, em nota. A estatal reforça que “a autuação tem caráter educativo, mas com o intuito de preservar a segurança viária e a conscientização dos condutores”. Queda dos sinistros De acordo com a Autoridade Portuária, a Guarda Portuária (GPort) é importante em um contexto de fiscalização das irregularidades dos caminhões que trafegam pelo Porto de Santos. Tanto que possui um Setor de Trânsito que, entre suas atribuições, “promove palestras de conscien-tização para o público interno e externo e monitora os sinistros de trânsito, para identificação dos locais que possuem maior índice”. Além disso, de acordo com a APS, diversos veículos são fiscalizados nas vias portuárias e esse trabalho é mais intensificada onde há controle de acesso ao cais. São verificados documentos de porte obrigatório pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB) ou específicos, de acordo com a carga ou outra condição que exija, como transporte de produtos perigosos. Como resultado, em 2025, foi registrada uma queda de 30% nos acidentes de trânsito. O percentual de ocorrências fatais de trânsito no Porto, em relação ao total, foi de 0,71% - no Estado foi de 5,29%; e na Baixada Santista 5,01%, sendo que em Guarujá, o índice foi de 4,25% e em Santos, de 2,28%. A APS lembra, ainda, que o trânsito portuário recebe diariamente cerca de 15 mil caminhões e 50 mil pessoas, e circulam cerca de 1 milhão de pessoas na temporada de cruzeiros. E essa grande movimentação se dá em vias de características operacionais, que possuem um cenário que difere muito do trânsito urbano e rural, pois há interação ininterrupta entre caminhões, veículos leves, bicicletas, ônibus, trens, maquinários, veículos com excesso de dimensão ou carga excedente, linhas férreas, e obras, entre outros itens. No último domingo, A Tribuna publicou que a GPort, na área da Poligonal do Porto, fiscalizou no ano passado 444 veículos, com 136 autuações e 37 guinchamentos. Em 22 casos, a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) estava vencida, era de categoria diferente ou o motorista não tinha posse do documento; outras 44 possuíam Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo (CRLV) vencido; 87 tinham Certificado de Inspeção para o Transporte de Produtos Perigosos (CETPP) vencido ou não comprovado; 54 possuíam Certificado de Inspeção para o Transporte de Produtos Perigosos (CIPP) e/ou Certificado de Inspeção Veicular (CIV) vencido ou sem comprovação. Além disso, 32 estavam com exame toxicológico vencido. Conscientização A APS informa que participa em conjunto com o Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV) da campanha Maio Amarelo, que tem por objetivo conscientizar os condutores sobre a segurança viária, o respeito às leis de trânsito e a valorização da vida. “Nessa campanha, os veículos são abordados, recebem materiais informativos e orientações das equipes de agentes de trânsito da Guarda Portuária. Sem contar que, regularmente, são realizadas ações de educação, capacitação de agentes ou fiscalização, em conjunto com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), além da Operação RegulAR, ação conjunta de fiscalização entre a Gerência de Meio Ambiente da APS e a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), com o objetivo de verificar os índices de emissão de poluentes dos veículos”, explica a estatal. A campanha garante que visa conscientizar e fiscalizar condutores quanto à importância da manutenção preventiva para reduzir a emissão de fumaça preta e melhorar a qualidade de vida na cidade. Série Essa é a segunda reportagem da série especial de cinco publicações que abordam a situação dos caminhões que acessam o Porto de Santos sob a ótica</MC> dos diversos entes envolvidos no ecossistema portuário. Elas começaram a ser publicadas no último domingo. Situação é semelhante nos portos do Paraná Outro importante corredor de exportação do Brasil, o Porto de Paranaguá, no Paraná, também lida com as infrações de caminhões que trafegam por lá. Para se ter uma ideia, em 2025, o pátio de triagem do porto paranaense recebeu mais de 507 mil caminhões. O local conta com 330 mil metros quadrados e mil vagas de estacionamento, é responsável pela organização, classificação e direcionamento dos granéis sólidos vegetais que são enviados aos terminais e, posteriormente, embarcados em navios. De acordo com a Portos do Paraná, que administra o complexo portuário, são feitas blitze quinzenais no pátio de triagem, na área portuária e até no cais. Nessas ações, os agentes de segurança conferem as condições dos veículos, a velocidade empregada nas vias, as documentações exigidas e fazem orientações sobre trânsito seguro. Também é aplicado o teste do etilômetro (bafômetro). “Além das ações já citadas, que atingem os motoristas externos, a Portos do Paraná realiza campanhas constantes sobre segurança no trânsito, principalmente durante o Maio Amarelo. Ainda sobre as fiscalizações, a Autoridade Portuária, em sua área de atuação, verifica o uso do cinto de segurança, as condições dos pneus e do veículo de modo geral, a documentação do veículo e do condutor e a permissão para trafegar dentro do porto. Na faixa do cais também há orientações constantes para o respeito ao limite máximo de velocidade, que não pode exceder 30 km/h”. A Portos do Paraná reforça, ainda, que “todos os portuários passam por treinamento antes de acessar o cais, para evitar qualquer problema de segurança e que incentiva o uso de veículos em boas condições de conservação e funcionamento”. Outro importante corredor de exportação do Brasil, o Porto de Paranaguá, no Paraná, também lida com as infrações de caminhões que trafegam por lá. Para se ter uma ideia, em 2025, o pátio de triagem do porto paranaense recebeu mais de 507 mil caminhões. O local conta com 330 mil metros quadrados e mil vagas de estacionamento, é responsável pela organização, classificação e direcionamento dos granéis sólidos vegetais que são enviados aos terminais e, posteriormente, embarcados em navios. De acordo com a Portos do Paraná, que administra o complexo portuário, são feitas blitze quinzenais no pátio de triagem, na área portuária e até no cais. Nessas ações, os agentes de segurança conferem as condições dos veículos, a velocidade empregada nas vias, as documentações exigidas e fazem orientações sobre trânsito seguro. Também é aplicado o teste do etilômetro (bafômetro). “Além das ações já citadas, que atingem os motoristas externos, a Portos do Paraná realiza campanhas constantes sobre segurança no trânsito, principalmente durante o Maio Amarelo. Ainda sobre as fiscalizações, a Autoridade Portuária, em sua área de atuação, verifica o uso do cinto de segurança, as condições dos pneus e do veículo de modo geral, a documentação do veículo e do condutor e a permissão para trafegar dentro do porto. Na faixa do cais também há orientações constantes para o respeito ao limite máximo de velocidade, que não pode exceder 30 km/h”. A Portos do Paraná reforça, ainda, que “todos os portuários passam por treinamento antes de acessar o cais, para evitar qualquer problema de segurança e que incentiva o uso de veículos em boas condições de conservação e funcionamento”.