Chefe da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico acredita que é preciso desenhar algo pelas cidades do qual o Porto faça parte (Vanessa Rodrigues/AT) Reforçar a relação do Porto de Santos com todas as cidades da Baixada Santista ajudará a alavancar o crescimento regional, afirma o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Jorge Lima, que esteve nesta terça-feira (11) em Santos. Para isso, ressalta ele, o Porto não pode estar em um pedestal perante os municípios, ou seja, ser mais importante do que as cidades. Deve existir uma integração em que todos ganhem. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! “Ninguém nega a importância do Porto, isso é notório. O que eu defendo é que a Baixada Santista é maior do que isso. Temos que olhar a região, que possui uma vocação turística e que não podemos menosprezar. Temos Guarujá, São Vicente e Praia Grande, por exemplo, mesmo para navios”, afirma. Lima acredita que é preciso se desenhar algo pelas cidades do qual o Porto faça parte. “É uma inversão de lógica, sem polêmica. Claro que o Porto é importante, quem tem esse porto no mundo?”, argumenta. “Eu acho que isso (harmonia entre cidades e cais, sem ter um mais importante do que outro) vai dar à Baixada Santista o que a gente está esperando. Hoje, ela representa 3% do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado. Tem condição de ser 6%, 7%”. Petróleo e gás O secretário também destacou que a indústria de petróleo e gás tem que ser tratada como estratégica, pensamento que ele garante ser do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). “Temos porto, bacias aqui do lado, a melhor logística no entorno, duas estradas e uma terceira pista (a da Imigrantes) que vai sair ao longo do tempo. Santos está colada em São Paulo, chegamos ao aeroporto (de Guarulhos) em 1h40 pelo Rodoanel e tem malha logística total de sustentabilidade. Além disso, 53% das indústrias que fornecem para esse segmento estão em São Paulo. E parece que só existe em Macaé, no Rio de Janeiro. É uma coisa maluca”, diz. Infraestrutura Lima também deixou claro que, para tudo virar realidade, depende de ações constantes voltadas para a infraestrutura. “Se a gente tivesse pensado há cinco anos na terceira pista da Imigrantes, talvez não estivéssemos no sufoco que estamos hoje. Porque, para uma rodovia dessa, põe 10 anos, sendo três de projeto e sete de construção. Já fui CEO de construtora, sei do que estou falando. Com otimismo vai rolar em uns sete ou oito anos”. A previsão anunciada pelo Estado para a conclusão é de seis a sete anos. O secretário recorda que o Brasil, de maneira geral, acaba olhando mais para projetos de infraestrutura de curto prazo por uma questão política. “Ninguém quer fazer porque o cara fala que não vai inaugurar. Se olhar no mundo, não tem um país que se desenvolveu que não tenha infraestrutura. Para a gente mexer muito aqui na região, vai precisar. Não tem jeito”.