APS informou que as linhas que atendem o Brasil não dependem das áreas mais sensíveis do conflito (Carlos Nogueira/Arquivo AT) O conflito deflagrado no Oriente Médio após o ataque dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, no último sábado, não afetou as rotas marítimas comerciais entre o Porto de Santos e os portos iranianos até o momento, segundo a Autoridade Portuária de Santos (APS), que informou ainda estar atenta à evolução desse cenário. O Irã importou 31% do milho escoado por Santos no ano passado, que corresponde a aproximadamente 4,5 milhões de toneladas. Clique aqui para seguir agora o canal Porto Tribuna no WhatsApp! A APS informou, por meio da Diretoria de Operações, que ainda não há indicação de impactos diretos, já que as principais linhas que atendem o Brasil não dependem diretamente das áreas mais sensíveis do conflito. As informações foram obtidas, de acordo com a APS, diretamente com operadores privados, armadores e demais agentes da comunidade portuária. Mas, a administração do Porto afirma estar atenta, considerando o volume de mercadoria embarcada para o País em 2025. A gestora do cais santista leva em conta que, como a logística do comércio global é integrada, as tensões regionais podem gerar efeitos indiretos, como ajustes de rotas ou reprogramações operacionais. “Em cenários de guerra, é difícil prever todos os desdobramentos, mesmo estando geograficamente distantes”. Segundo a Autoridade Portuária, não há indicação de alteração nas escalas ou comprometimento das operações no Porto em função desse cenário. “O Porto de Santos é resiliente justamente por ter muitas conexões e alternativas para atender seus cerca de 600 locais de destino”, afirmou o presidente da APS, Anderson Pomini. Ofensiva Israel e Estados Unidos atacaram o Irã por via marítima e aérea. As explosões atingiram a capital, Teerã, e outras cidades. O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, foi morto no ataque ao seu escritório. Em retaliação à ofensiva militar, o Irã lançou mísseis contra Israel e atacou bases militares dos EUA no Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Emirados Árabes Unidos. O ataque ocorreu após as negociações para um acordo nuclear proposto pelos EUA ao Irã não avançarem.