Porto de Santos movimentou, em 2024, 179,8 milhões de toneladas de açúcar, segundo dados da APS (Alexsander Ferraz/AT) O Porto de Santos embarcou mais de 26 milhões de toneladas de açúcar em 2024, que correspondem a 14,6% de toda a movimentação local e 72% das exportações brasileiras do produto, segundo dados da Autoridade Portuária de Santos (APS). Mas, a Associação de Exportadores de Açúcar e Álcool (Aexa) aponta que a infraestrutura inadequada e tributação comprometem competitividade do produto no mercado externo. Clique aqui para seguir agora o canal Porto Tribuna no WhatsApp! O tema foi tratado durante evento do setor, em Santos, na semana passada. Nele, o diretor de Operações da APS, Beto Mendes, apresentou números de movimentação que apontam Santos como o líder do ranking entre os cinco principais portos do País. “O Porto de Santos sozinho movimentou, em 2024, mais do que Paranaguá (PR), Antonina (PR), Itaguaí (RJ) e Itaqui (MA) somados. Foram 179,8 milhões de toneladas contra 161 milhões nesses quatro portos”, afirmou Mendes. “Só para se ter uma ideia da relevância, 29% da corrente comercial líquida do País passa por aqui”, frisou o diretor da APS. Trem Quase toda a carga de açúcar - 94% - chega ao porto santista por ferrovia. Os principais destinos são China, Índia, Nigéria, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. Apesar dos recordes, Mendes alertou para sinais de desaceleração em 2025. “No caso específico do açúcar, estamos em 11,4% de participação na movimentação deste ano, contra 14,6% no ano passado. Isso acende uma luz laranja para todo o setor. Estamos apostando no diálogo e nas tratativas comerciais em andamento para enfrentar os impactos do tarifaço e de outras questões de mercado”, disse. Projeções Contudo, a secretária executiva da Aexa, Angela Quintanilha, reforçou que a discussão não pode se limitar ao desempenho atual, mas deve olhar para os gargalos futuros. “O açúcar é o segundo produto mais exportado pelo Porto de Santos, mas, junto com outros setores do agro, enfrenta desafios relacionados à infraestrutura de acesso e à tributação”, diz ela. Ela lembra da importância dos atuais debates em torno dos projetos de lei 4.158/2024, sobre ferrovias, e 733/2025, do marco regulatório dos portos. “É fundamental garantir condições adequadas para que esses recordes se mantenham e não virem gargalos de competitividade”, enfatizou Angela. As discussões ocorreram no 1º Sugar Day, promovido no dia 25 de setembro pela Associação Comercial de Santos (ACS), em parceria com a Aexa.