[[legacy_image_15261]] O Brasil bateu um novo recorde na exportação de café. O mês passado foi o melhor da história, com 4.092.194 sacas de 60 quilos enviadas ao exterior, um volume 11,5% maior do que o registrado em outubro do no mesmo período de 2019. O Porto de Santos foi responsável pelo envio de 3.344.882 sacas, o que representa 81,7% do total. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal, GloboPlay grátis e descontos em dezenas de lojas, restaurantes e serviços! Os números fazem parte do relatório mensal divulgado pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) nessa quarta-feira. Considerando o acumulado do ano (de janeiro a outubro), foram exportadas 35.012.741 sacas, o que resultou em uma receita de US\$ 4,4 bilhões, o equivalente a R\$ 22,7 bilhões, na conversão. Nesse período, passaram por Santos 27.289.538 sacas (77,9%). Só no último mês, os valores movimentados no País chegaram a R\$ 2,9 bilhões – o maior dos últimos cinco anos –, com o preço médio da saca de US\$ 124,52. Em 2020, até o fechamento do relatório da Cecafé, em 31 de outubro, o Brasil exportou o produto para 122 países. O continente que mais importou foi o europeu (18,1 milhões de sacas), seguido da América do Norte (8 milhões) e da Ásia (5 milhões). Os vizinhos da América do Sul compraram 1,7 milhões de sacas. “Esse resultado significa uma relevante injeção de reais para o agronegócio café brasileiro, bem como confirma a tendência de expansão de seu marketshare, atendendo com excelência, qualidade e sustentabilidade os destinos importadores e, principalmente, destacando-se na capacidade do país em suprir a forte iniciativa de cafés arábicas certificados, junto à Bolsa de Café de Nova Iorque”, disse o presidente do Cecafé, Nelson Carvalhaes. O maior cliente dos cafeicultores brasileiros, neste ano, foram os Estados Unidos. Das 35 milhões de sacas comercializadas, 6,4 milhões foram para os norte-americanos. Em seguida, estão Alemanha (5,8 milhões), Bélgica (2,8 milhões) e Itália (2,5 milhões). Variedades O café arábica representou 81,4% do volume total exportado, o que equivale a 3,3 milhões de sacas no mês de outubro. O café conilon (robusta) atingiu a participação de 11,5%, com o embarque de 471,8 mil sacas e o café solúvel representou 7,1% das exportações, com 288,4 mil sacas exportadas. As duas primeiras variedades inclusive apresentaram alta nas exportações, na comparação entre outubro de 2019 e 2020. O café arábica teve um crescimento de 12,4%, enquanto o robusta de 31,4%. O café solúvel, no entanto, apresentou queda de 15,9%. A maior baixa foi do café torrado e moído, uma redução de 83,6% - como o volume exportado sempre foi o menor, o impacto não é tão sentido.