O Brasil exportou 46,4 milhões de sacas de café de 60 kg, de janeiro a novembro deste ano (Carlos Nogueira/Arquivo AT) O Brasil exportou 46,4 milhões de sacas de café de 60 kg, de janeiro a novembro deste ano, 32,2% a mais do que os embarques do ano passado em igual período (35,1 milhões de unidades). O resultado supera ainda o recorde anual de 2020 (44,7 milhões de sacas). Do total exportado, 67,6% saíram pelo Porto de Santos. O relatório estatístico foi divulgado nesta segunda (9) pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). Os principais importadores foram os Estados Unidos Alemanha, Bélgica, Itália e Japão. Clique aqui para seguir agora o canal Porto Tribuna no WhatsApp! Já o relatório mensal aponta que, em novembro, o País exportou aproximadamente 4,7 milhões de sacas, 5,4% superior ao mesmo mês de 2023 (4,4 milhões). Portos O Porto de Santos embarcou 31,351 milhões de sacas de café entre janeiro e novembro deste ano, o equivalente a 67,6% do total exportado no Brasil (46,4 milhões de sacas), de acordo com o Cecafé. Em igual período de 2023, o cais santista exportou 25,1 milhões de sacas de um total de 35 milhões, participando com 71,8% dos embarques no País. O Porto do Rio de Janeiro (RJ) registrou o segundo maior embarque de café no ano, com 13,084 milhões de sacas, que correspondem a 28,2% do total, seguido do Porto de Vitória (ES), que exportou 473,3 mil sacas (1%). Perdas Apesar do recorde alcançado nas exportações, o Cecafé apontou que 1,7 milhão de sacas (5,2 mil contêineres) não foram embarcadas entre janeiro e outubro (os números de novembro ainda não foram fechados), por causa de atrasos, mudanças constantes de escalas de navios e frequentes rolagens de cargas. Desse total, 70,6% estão em Santos. A entidade calcula que o Brasil deixou de receber US\$ 489,7 milhões (R\$ 2,8 bilhões). O presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, afirma que por causa dos entraves logísticos nos portos brasileiros, os associados acumularam um prejuízo portuário de R\$ 7 milhões em outubro. “Envolvem gastos extras com armazenagens adicionais, detentions, pré-stacking e antecipação de gates. No acumulado de 2024, esses valores já chegam a R\$ 30,4 milhões”. O diretor técnico do Cecafé, Eduardo Heron, ressalta a necessidade de ampliar a capacidade de pátio e berço e aprofundar o calado operacional dos portos para receber embarcações maiores. “E investir em rodovias, ferrovias e hidrovias para estimular a diversificação de modais, o que possibilitará um giro mais dinâmico da carga nos portos”.