O Porto de São Sebastião, no litoral de São Paulo, fará um investimento de R\$ 5,29 milhões para 2026 em ações de monitoramento ambiental, programas socioambientais e prevenção de emergências no Litoral Norte paulista. O anúncio integra as exigências da licença de operação emitida pelo Ibama e garante a continuidade de 22 programas ambientais permanentes vinculados às atividades portuárias. Clique aqui para seguir agora o canal Porto Tribuna no WhatsApp! Os recursos serão distribuídos entre diferentes frentes de atuação. A maior parcela, de R\$ 1,69 milhão, será direcionada às ações de emergência e treinamentos operacionais. Outros R\$ 1,65 milhão serão aplicados em programas do meio biótico, R\$ 1,15 milhão em iniciativas socioambientais e R\$ 800 mil em monitoramentos do meio físico. As ações incluem acompanhamento de manguezais, avifauna e biota aquática — com monitoramento de peixes, plâncton e moluscos — além da análise da qualidade da água, sedimentos e efluentes gerados nas operações do porto. Também fazem parte da agenda ambiental o controle de material particulado, o monitoramento de emissões de gases de efeito estufa e projetos de educação ambiental e comunicação social junto às comunidades vizinhas. Expansão segura Segundo Ernesto Sampaio, presidente do Porto de São Sebastião, o investimento busca conciliar a expansão das atividades portuárias com o controle ambiental e a segurança operacional. “Investir em monitoramento ambiental é fortalecer a sustentabilidade e a segurança das operações portuárias. O acompanhamento contínuo dos ecossistemas e nossa capacidade de prevenção e resposta permitem manter uma operação alinhada à proteção ambiental e às exigências dos órgãos reguladores”, afirma. O Porto já vem ampliando os aportes destinados à gestão ambiental, explica Sampaio. Em 2025, a dragagem de manutenção — necessária para garantir o calado operacional dos berços de atracação e assegurar a navegação de embarcações — mobilizou R\$ 2,7 milhões apenas em monitoramento ambiental. Em todas as operações, protocolos específicos são adotados para reduzir impactos sobre a fauna marinha, incluindo o avistamento e acompanhamento de tartarugas e cetáceos presentes na área de influência d</CW>as operações. “O investimento previsto para 2026 também reforça os programas de gerenciamento de risco ambiental, com manutenção de equipes permanentes de prontidão e realização de treinamentos voltados à comunidade portuária para atuação coordenada em situações de emergência ambiental”, diz, em nota, a Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), responsável pelo complexo.