Complexo pretende criar condições para atrair novos fluxos logísticos e gerar movimentação adicional (Semil/Divulgação) O Porto de São Sebastião, no Litoral Norte do Estado, oferece desconto de 35% na tarifa para cargas minerais e vegetais que ainda não são operadas no complexo. A medida está em vigor desde o dia 2 deste mês e o objetivo da Companhia Docas de São Sebastião (CDSS) é ampliar a carteira de mercadorias operadas no segundo ativo portuário paulista. Clique aqui para seguir agora o canal Porto Tribuna no WhatsApp! Segundo a CDSS, o benefício vale somente para granéis sólidos minerais e vegetais que não integram a pauta operacional do porto atualmente. A gipsita, matéria-prima utilizada na produção de cimento e fertilizantes, é um dos exemplos avaliados pela Autoridade Portuária, mas não o único. De acordo com a companhia portuária, estudos apontam que a gipsita tem potencial de movimentação diária de cerca de 8 mil toneladas e pode ser operada em dias de chuva, reduzindo interrupções e aumentando a disponibilidade do cais para novas embarcações. Conforme a tabela III, que relaciona as tarifas para as mercadorias movimentadas no Porto de São Sebastião, o valor da cobrança para gipsita a granel é de R\$ 15,17 por tonelada movimentada devida pelo operador portuário ou requisitante. Considerando essa tarifa, uma operação hipotética de 8 mil toneladas por dia geraria receita bruta de R\$ 121,4 mil. Com a aplicação do desconto de 35% oferecido pela CDSS a novas cargas minerais e vegetais, a arrecadação líquida nesse caso seria de R\$ 78,9 mil por dia. Estratégia Para A Tribuna, o diretor-presidente do Porto de São Sebastião, Ernesto Sampaio, afirmou que o benefício é “uma estratégia para ampliar a carteira de cargas do Porto, aumentando a utilização da infraestrutura disponível e fortalecendo a competitividade do terminal”. Sampaio explicou que a medida “foi construída com base em estudos técnicos de produtividade, que demonstram que operações mais eficientes permitem reduzir custos por tonelada movimentada sem comprometer o equilíbrio econômico-financeiro do porto”. O diretor-presidente disse que não há renúncia de receita, pois trata-se de uma estratégia para estimular novos negócios, aumentar a ocupação da infraestrutura instalada e gerar receitas adicionais a partir de operações que hoje não existem. “Nosso objetivo é criar condições para atrair novos fluxos logísticos, gerar movimentação adicional e ampliar a participação do Porto de São Sebastião nas cadeias produtivas paulistas”. No primeiro quadrimestre, porto do Litoral Norte movimentou aproximadamente 385 mil toneladas (Semil/Divulgação) Interessados Questionado se a medida já atraiu interessados, o gestor portuário explicou que, por questões de estratégia comercial e confidencialidade concorrencial, “não divulgamos informações sobre empresas prospectadas, negociações em andamento, projeções específicas de contratação ou estimativas vinculadas a potenciais clientes”. No entanto, ele fez o convite para que eventuais interessados, exportadores e importadores, entrem em contato com a administração do Porto de São Sebastião para apresentar propostas de movimentação de novas cargas. “A administração portuária mantém avaliação permanente de oportunidades para atrair novas cargas e continuará acompanhando os resultados da medida para identificar novas possibilidades de crescimento”. Receita bruta Segundo a CDSS, no primeiro quadrimestre deste ano (janeiro a abril), o porto movimentou aproximadamente 385 mil toneladas, perfazendo uma receita operacional bruta de R\$ 26,4 milhões, provenientes de tarifas portuárias e demais serviços prestados.