<p class="PDq2pG_selectionAnchorContainer" data-end="357" data-start="12">O Porto de São Sebastião, no Litoral Norte, poderá operar com uma capacidade significativamente maior. Em decisão publicada nesta quarta-feira (24), a Autoridade Portuária, em conjunto com a Marinha, homologou a ampliação do Calado Máximo Operacional (CMO), elevando o limite de 8,7 metros para 9,1 metros - independentemente do regime de marés.</p> <p data-end="726" data-start="359">“Apesar de sua natureza essencialmente técnica, a mudança carrega impactos econômicos diretos, pois com embarcações mais carregadas, o terminal ganha eficiência logística e competitividade - um diferencial estratégico num setor extremamente sensível a ganhos de produtividade e variações nos custos operacionais”, explica, em nota, a Companhia Docas de São Sebastião.</p> <p data-end="1048" data-start="728">O calado é a distância entre a superfície da água e o ponto mais profundo da embarcação, conhecido como quilha. A novidade técnica prevê ainda uma margem extra: em situações de maré enchente, os navios poderão atingir até 9,5 metros de calado, desde que respeitada a folga mínima de segurança de 0,70 metro sob a quilha.</p> <p data-end="1298" data-start="1050">Na prática, cada atracação passa a comportar centenas de toneladas adicionais de carga, o que se traduz em frete mais barato por quilo transportado e na consequente redução do número de viagens necessárias para escoar o mesmo volume de mercadorias.</p> <p data-end="1633" data-start="1300">“Essa é uma conquista que tem impacto direto na operação e na economia do porto. Mais calado significa mais carga por viagem, mais eficiência logística e maior competitividade. É um passo importante para atrair novas cargas dentro da estratégia de expansão”, afirmou o presidente da Companhia Docas de São Sebastião, Ernesto Sampaio.</p> <p data-end="1944" data-start="1635">O Porto de São Sebastião se destaca por uma característica natural estratégica: um canal de acesso profundo, de até 25 metros, e protegido por formação costeira. Essa condição reduz a necessidade de dragagens de manutenção recorrentes, o que tende a diminuir custos operacionais ao longo do ciclo de operação.</p> <p data-end="2155" data-start="1946">Em um cenário de crescente disputa por eficiência logística, a vantagem estrutural ganha relevância especialmente para operações de cargas de maior escala, que exigem regularidade e maior capacidade de calado.</p>