Segundo a Semil, a Baixada Santista é estratégica para o Governo Paulista por abrigar o Porto de Santos (Alexsander Ferraz/AT) Projetos de infraestrutura que visam melhorar o fluxo de cargas entre o Interior paulista e o Porto de Santos até 2050, especialmente nos modais rodoviário e ferroviário, foram discutidos nesta quinta-feira (26), no 7º Fórum Regional do Plano de Logística e Investimentos do Estado de São Paulo (PLI-SP) 2050, na sede do Senai, em Santos. O encontro foi promovido pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) e reuniu representantes de entidades do setor portuário e autoridades. Clique aqui para seguir agora o canal Porto Tribuna no WhatsApp! Segundo a Semil, a Baixada Santista é estratégica para o Governo Paulista, pois reúne uma população de aproximadamente 1,8 milhão de pessoas e abriga o Porto de Santos, que recebe mercadorias para exportação e de comercialização doméstica oriundas do Interior, da Região Metropolitana de São Paulo, de Minas Gerais e estados do Centro-Oeste. Em 2025, o cais santista movimentou 186,4 milhões de toneladas, 3,6% a mais do que em 2024 (179,8 milhões). A região é classificada pelo Estado como Sede da Zona Ecológico-Econômica 7 (ZEE 7). O coordenador técnico do PLI-SP 2050, Silvio Ichihara, detalhou o plano estratégico para a região com metas econômicas, sociais, ambientais e logísticas até 2050, ressaltando o foco em rodovias e ferrovias. Ichihara citou, por exemplo, que a expansão da área pública do Porto de Santos já atrai interessados e demandará novos acessos que atendam ao aumento de demanda do fluxo de carga. “Há expectativas de investimentos (novos terminais). Tudo isso vai demandar uma quantidade enorme, especialmente se os serviços forem dedicados a contêineres, que é o que clama a própria Região Metropolitana de São Paulo e ela dando acesso também à Rodovia Fernão Dias, com destino a Minas Gerais, e todo o Interior do Estado”. O subsecretário estadual de Logística e Transportes, Denis Gerage Amorim, afirmou que, embora projete ações até 2050, o PLI-SP as estrutura em curto, médio, longo prazo, já analisando cenários imediatos. “Inclusive, esses projetos que já estão sendo estruturados, precisam entrar na nossa matriz para entender isso de uma forma sistêmica e colocar numa carteira de projeto estabelecendo prioridades. Lembramos que o recurso do Estado é finito. Então, a gente precisa ter responsabilidade no uso do erário e priorizar o que traga maior benefício para a população”. Propostas buscam organizar investimentos Sobre projetos de infraestrutura já previstos para a Baixada Santista, como os dois novos viadutos da Alemoa e a terceira pista da Rodovia dos Imigrantes, o subsecretário de Logística e Transportes de São Paulo, Denis Gerage Amorim, explicou que o PLI-SP tem o papel de organizar e escalonar os investimentos ao longo do tempo. “Esses projetos integram o Plano Estadual de Infraestrutura (PEI) e passam por etapas de ranqueamento e estimativa de custos”. Amorim ressaltou que parte das iniciativas já está em fase mais avançada, seja na estruturação técnica, seja na modelagem para concessão e, por isso, deixam de figurar como prioridade inicial no plano, embora continuem sendo consideradas estratégicas. Ele disse que o planejamento precisa ir além das demandas atuais. “Não podemos esperar o problema acontecer, precisamos nos antecipar, especialmente em infraestrutura”. Expectativa frustrada Presente ao encontro, o diretor financeiro do Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens da Baixada Santista e Vale do Ribeira (Sindicam), Romero Costa, afirmou que esperava anúncios mais concretos do Governo Estadual. Entre os pontos destacados por Costa, estão demandas antigas da categoria, como o viaduto de saída da Alemoa e a criação de pátios de triagem para caminhões na Baixada Santista e em São Bernardo do Campo, no ABCD Paulista. “Ajudaria a reduzir o fluxo de caminhões na Rodovia Anchieta e evitaria a concentração de veículos nas imediações do Porto de Santos. Hoje, a gente vê caminhão parado na Alemoa, na Avenida Afonso Pena e em praticamente todas as vias no entorno do Porto. São veículos do Sul, do Mato Grosso, de Minas Gerais. Falta organização”, destacou. Costa disse ter ficado frustrado com a ausência de anúncios nesse sentido. “Esperava que viessem com uma solução para o que a gente tem pedido”, declarou. Fóruns A iniciativa do 7° Fórum Regional do Plano de Logística e Investimentos do Estado de São Paulo (PLI-SP) 2050, de acordo com a Semil, integra a série de fóruns regionais do PLI-SP 2050, voltada à escuta territorial para orientar a estratégia estadual de investimentos, considerando desafios como mobilidade, resiliência climática, segurança hídrica e preservação ambiental.