Painel na Intermodal South America debateu corredores logísticos estratégicos e modais integrados (Sílvio Luiz/AT) O superintendente de rodovias da Agência de Transporte do Estado (Artesp), Roger Pêgas, avalia que a substituição das praças de pedágio por pórticos free flow (pedágio eletrônico sem cancelas) nas rodovias rumo ao Porto de Santos irão melhorar a operação no complexo santista. A previsão é que a nova forma de pedágio entre em operação em julho. Clique aqui para seguir agora o canal Porto Tribuna no WhatsApp! “A praça de pedágio gera uma impedância na rodovia ao transportador e é um ponto muito sensível a acidentes, por vezes de menor monta, mas já houve acidentes maiores”, argumenta. “Para o meio do ano, há um movimento forte e significativo para a substituição de praças que descem para o Porto de Santos, o que deve melhorar bastante essa operação, conseguindo-se diminuir o tempo de viagem”. A fala aconteceu dentro do painel, na Desbravando o Brasil: Corredores Logísticos Estratégicos e Modais Integrados para Conectar Mercados Globais. O tema foi debatido durante a Intermodal. “Ao longo do segundo semestre deste ano e de 2027, a tendência é uma migração ampla em todos os outros contratos para fazer essa transformação de tecnologia de, inicialmente, praças por pórticos. Mais adiante vamos verificar a eficiência desses pórticos”, comenta. A intenção da Artesp, segundo Roger, é aumentar também o uso da tecnologia de pesagem em movimento (HS-WIM - High Speed Weigh in Motion), que utiliza pórticos sobre as faixas de rolamento para fiscalizar veículos pesados sem necessidade de parada. Ferrovias e hidrovias O modal ferroviário também foi bastante debatido. O diretor de dados e autorregulação da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTT), Paulo Roberto Oliveira Júnior, lembrou que o setor privado espera investir, desde 2025 até o próximo ano, R\$ 55 bilhões. “Em poucos lugares do mundo, as ferrovias não são subsidiadas. O Brasil é um deles. Não só não são, como ainda pagam outorga, em uma relação maior que a tributária. As ferrovias brasileiras têm padrões de segurança melhores do que as dos Estados Unidos, referência mundial. Além disso, o frete ferroviário no Brasil é o terceiro mais barato do mundo. Só perde para a Rússia e a China, que são modelos estatais”, lista. Na linha dos investimentos, o chefe do departamento de logística da área de infraestrutura do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Tiago Toledo Ferreira, chamou a atenção não apenas para as ferrovias, mas também para as hidrovias.