Costa Diadema está confirmado para a próxima temporada (Matheus Tagé/AT/Arquivo) O presidente institucional da Costa Cruzeiros no Brasil, Renê Hermann, foi taxativo para definir o que é necessário para a companhia operar no Brasil com mais navios e por mais tempo: baixar custo geral e acabar com inconsistências jurídicas, além de aumento da previsibilidade para o mercado. Ele participou do 8º Fórum Clia Brasil, realizado em Brasília, no final de agosto. Clique aqui para seguir agora o canal Porto Tribuna no WhatsApp! A Costa terá dois navios na temporada 2026/2027: o Costa Diadema e o Costa Serena, realizando embarques em Santos, Rio de Janeiro e Itajaí (SC). Quando a Reportagem citou a rentabilidade na operação brasileira, Hermann interrompeu: “Mas rentável para quem?”. Ele não nega que há lucro, mas considera pequeno. “Há outros mercados que são mais rentáveis do que o Brasil. A disputa é com Ilhas Canárias (Espanha), Caribe, Mediterrâneo, norte europeu, Dubai (Emirados Árabes Unidos) e Ásia. No Brasil, você pode vender 100, mas tem 80, 90 de custos. Aí a rentabilidade é muito pouca. Compra-se um navio de US\$ 1 bilhão (cerca de R\$ 5,1 bilhões) e esse dinheiro vai ser colocado onde o investimento é maior. Então, você pode ganhar dez aqui, mas em outro mercado ganha 20, 30. Tem passageiro, o brasileiro compra, mas o custo é muito alto”, analisa. Para se ter uma ideia, o presidente institucional da Costa Cruzeiros no Brasil citou que o custo com vistos para os tripulantes alcança R\$ 1,5 milhão por ano, outros 2 milhões de euros (em torno de R\$ 11,9 milhões) são com despesas trabalhistas. Ele também lembrou das diferenças envolvendo o combustível. Renê Hermann lembra que em Buenos Aires, na Argentina, não se paga imposto no combustível. “Se você vai para Salvador, no Brasil, paga. São custos bastante altos que não se comparam com a Europa nem com os Estados Unidos”, exemplifica, destacando que a sazonalidade da temporada brasileira influencia nos gastos. “Os navios estão de novembro a abril, mas nos outros meses precisa pagar pelo espaço no porto também”.