Centro de Controle Operacional Integrado da Baixada Santista servirá para planejamento operacional unificado das empresas ferroviárias (Vanessa Rodrigues/AT) Mais cargas transportadas em menos tempo e com menor custo. Esse é o objetivo do novo sistema integrado das quatro concessionárias ferroviárias que operam os acessos ao Porto de Santos. O aumento da eficiência logística demandou um investimento de R\$ 2 bilhões em infraestrutura, que inclui seis pátios ferroviários e o Centro de Controle Operacional Integrado (CCOI) da Baixada Santista, inaugurado nesta terça-feira (30) pelo ministro dos Transportes, George Santoro, no Valongo, em Santos. Clique aqui para seguir agora o canal Porto Tribuna no WhatsApp! “Estamos entregando essa fase que é uma interconexão de operação (entre as empresas ferroviárias). É importante, em termos de governança, para melhorar a produtividade do Porto. São mais cargas com menos tempo dentro de uma operação. Isso faz com que o Brasil tenha redução de custos logísticos e tenha mais segurança junto à população de Santos, porque a gente está apresentando soluções para conflitos urbanos”, declarou o ministro em coletiva. A partir do CCOI, as quatro concessionárias ferroviárias farão um planejamento operacional unificado, com um fluxo de trens sincronizado de modo a tornar as operações portuárias mais eficientes. As obras de infraestrutura avaliadas em R\$ 2 bilhões estão no plano de investimentos da MRS para a renovação da concessão da empresa, aprovado pelo Ministério dos Transportes e pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). O que faz parte Os investimentos abrangem seis novos pátios ferroviários (Prainha, Jurubatuba, Quilombo, Areais, Campo Grande e Fase 1 do pátio de Santos), que aumentarão a capacidade de filas, cruzamento e manobra de trens; modernização da via permanente, com substituição de mais de 90 km de linhas para perfil de trilho TR-68 e inclusão de 126 aparelhos de mudança de via (AMVs), que possibilitarão o aumento da carga por eixo para 32,5 toneladas; além de preparação da malha ferroviária para a circulação de trens mais longos, de 2,4 mil metros de comprimento, com 120 a 140 vagões. O plano também engloba a implementação de sistemas de sinalização avançados (CBTC e CTC) na Ferradura (trecho ferroviário de acesso ao Porto de Santos), totalizando 34 quilômetros de vias; além do viaduto de Cubatão e passarelas para pedestres em Santos e Guarujá. Santoro: solução para conflitos (Vanessa Rodrigues/AT) Embora o maior fluxo de cargas para o cais santista utilize o modal rodoviário, Santoro avalia que a ampliação do ferroviário deverá reduzir a circulação de caminhões na Baixada Santista. “Quando você faz um investimento de R\$ 2 bilhões, tendo pátios, mecanismos de manobra e agilidade no processamento das ferrovias, elas ganham competitividade em relação aos caminhões. Com certeza, isso vai retirar caminhões das ruas de Santos e de Cubatão”. Para o ministro, o ganho de eficiência permitirá ampliar a participação do modal ferroviário na movimentação de cargas ao longo da próxima década. “Isso vai fazer com que aumentemos a capacidade das ferrovias, mudando um pouquinho esse patamar nos próximos dez anos. O planejamento é chegar a 150 milhões de toneladas, mais que dobrando a capacidade. Isso provavelmente vai tirar algumas dezenas de milhares de caminhões do sistema intermunicipal”. A empresa responsável confirma que o trabalho em conjunto permitirá dobrar a capacidade de transporte ferroviário em um horizonte de dez a 15 anos. Isso porque o novo sistema aumentará a eficiência operacional e reduzirá o tempo de circulação dos trens. A expectativa é reduzir em torno de duas horas e meia o tempo de percurso de um trem. Poderão ser operados trens de até 2,4 mil metros. Até então, as composições atingem mil metros. Com trens mais longos, é possível transportar muito mais carga utilizando a mesma faixa de circulação.