A construção de mais uma via deve aliviar o sobrecarregado Sistema Anchieta-Imigrantes e permitir maior fluxo de veículos pesados (Silvio Luiz/AT) A Ecovias, concessionária do Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI), deverá concluir o estudo da terceira pista da Rodovia dos Imigrantes, ligando São Paulo à Baixada Santista, até 2026. Clique aqui para seguir agora o canal Porto Tribuna no WhatsApp! Após essa etapa, a Secretaria Estadual de Parcerias em Investimentos (SPI) e a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) avaliarão a viabilidade de inclusão das obras no contrato de concessão. O traçado ainda não foi definido, mas a nova pista será aberta ao tráfego de caminhões e ônibus, facilitando o acesso ao Porto de Santos. Segundo a Ecovias, após mobilização da equipe, levantamentos e estudos iniciais necessários, no momento, a empresa trabalha na definição de pontos de conexão e de traçado. “Um grupo multidisciplinar avalia alternativas sob os pontos de vista de engenharia, ambiental, social e de segurança viária”. A concessionária informou ainda que após a definição do traçado pela SPI e Artesp, iniciará o projeto funcional, levantará os custos da obra e elaborará o projeto executivo. “Após conclusão dos estudos, que inclui o licenciamento ambiental, caberá ao Governo (do Estado) definir os próximos passos”. Já a SPI explicou que “a escolha do traçado final será baseada no equilíbrio entre a viabilidade técnica, a minimização de impactos socioambientais e o atendimento às normas e diretrizes aplicáveis”. Em maio deste ano, o Governo Estadual disse que os estudos foram autorizados em janeiro e terão um custo projetado de R\$ 60 milhões. Já a construção da terceira pista está avaliada em R\$ 6 bilhões, com prazo estimado em quatro anos. Em reunião da Frente Parlamentar em Apoio à Terceira Pista presidida pela deputada estadual Solange Freitas (União), última na quarta-feira, na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), foram apresentadas as características iniciais da obra. O projeto deve ter uma pista com duas faixas e sentido reversível, podendo ser usada para a descida ou subida da Serra, e boa parte do traçado ligando o Planalto ao Litoral será por túneis, projetado para atender ônibus e caminhões. O objetivo é desafogar os gargalos no acesso ao Porto de Santos. Estrada é necessária para aumento estimado de cargas As estimativas de aumento de carga com destino ao Porto de Santos pela via rodoviária mostram que a terceira pista já deveria ter sido construída. Presente ao encontro, o presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), Anderson Pomini, disse que, em 2023, 174 milhões de toneladas foram movimentadas no Porto de Santos, sendo 97 milhões transportadas por caminhões. Atualmente, 60% do transporte de cargas é feito por rodovia no cais santista. Em 2040, 119 milhões de toneladas de cargas devem ser transportadas por rodovias, com um crescimento de 55% de veículos rumo ao Porto. A deputada Solange Freitas questionou o diretor-superintendente da Ecovias e Ecopistas, Ronald Marangon, sobre essa sobrecarga. Ele respondeu que a terceira pista atenderá à demanda pelos próximos 20 anos. “A gente busca aumento de 25% na capacidade atual do Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI). Quando focamos em caminhões (Porto de Santos), mais do que dobra. Isso certamente vai ser atendido para que o Governo do Estado tenha tempo de pensar em novas conexões”, afirmou. Sobre obras de acesso ao Porto, na entrada de Santos, a deputada disse que está otimista com os esforços dos governos Federal, Estadual e das prefeituras. “O viaduto da Alemoa vai aliviar o trânsito de veículos de passeio e de caminhões no acesso ao Porto, e o túnel Santos-Guarujá será uma opção rápida de mobilidade. E a Prefeitura de Santos sinalizou buscar alinhamento com o Estado para que a nova pista da Imigrantes seja construída junto com o túnel que ligará a Zona Noroeste a São Vicente”