União de fatores como custos e legislação impede o retorno efetivo da companhia Norwegian ao Brasil (Divulgação) A Norwegian Cruise Line irá voltar à América do Sul na temporada 2027/2028, com uma passagem pelo Brasil quando o Norwegian Star for para a temporada da Patagônia, na Argentina. Apesar disso, a presença com cruzeiros dentro do País depende de um ambiente de negócios mais favorável, segundo a diretora geral da Norwegian Cruise Line no Brasil, Estela Farina. Ela participou do 8º Fórum Clia Brasil, realizado em Brasília, na semana passada. Clique aqui para seguir agora o canal Porto Tribuna no WhatsApp! “O Brasil concorre com outros portos que estão muitas vezes melhor estruturados e são tão atraentes quanto. Acho uma pena porque a gente conhece muito bem a beleza do Brasil e seria uma oportunidade, uma vitrine enorme para trazer mais e mais pessoas para conhecer o país”, afirma. Estela acredita que a união de custos, legislação, tributação, infraestrutura, segurança jurídica e rentabilidade impede um retorno efetivo da companhia, mas não que necessariamente todo o quadro tenha de ser favorável. “Tem que colocar na balança e ser competitivo, justificar o investimento. Por que aqui e não Ilhas Canárias (Espanha), que pode ser navegada no mesmo período? Por que aqui e não Austrália, que demonstra uma abertura melhor, ou Ásia? Se o Brasil estiver concorrendo com o Caribe, o Caribe ganha. O Brasil acaba tendo essas concorrências de outros países, mas se melhorar uma parte disso já facilita bem”, argumenta. A diretora geral da Norwegian observa que, se o Governo Federal mexesse na questão dos impostos, já haveria um ganho importante. “Tudo que é consumido a bordo enquanto o navio está passando pelo Brasil tem acréscimo de 25%. E não é só o custo porque eventualmente até se passa isso para o consumidor porque é sobre consumo. Mas é a insatisfação, é o mudar um sistema, é a forma de coletar, de medir, é toda uma complicação”, explica. Para a temporada 2026/2027, as outras marcas do grupo, Oceania (luxo) e Regent Seven Seas (superluxo), preveem paradas no Brasil. “Os roteiros pegam muito Norte e Nordeste, mas também uma parte de Sul e Sudeste. São 39 paradas, sendo 18 portos. É bastante, mas pode ser muito mais. E trazem um público bem qualificado: 95% são estrangeiros e amam a experiência. Não que a operação seja fácil. Acho que, também, melhorando operação e custo, poderíamos talvez aumentar a frequência”, detalha.